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Publicado em 10/06/2026 às 18:31
Acessos Rápidos -
PROCESSO SELETIVO 2026: LOCAIS E HORÁRIOS DA PROVA DE CONHECIMENTO (1ª ETAPA)
Publicado em 25/05/2026 às 16:00A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) informa aos candidatos os dados de data, horário e local para a realização da 1ª Etapa (Prova de Conhecimentos) dos processos seletivos para as Turmas de 2026.
Mestrado (Edital N° 03/PPGSC/2026)
- Data: 16 de junho de 2026
- Horário da prova: das 9h às 12h
- Local: Auditório da Pós-graduação, Bloco H, térreo, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), Campus Trindade, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC.
Doutorado (Edital N° 04/PPGSC/2026)
- Data: 16 de junho de 2026
- Horário da prova: das 9h às 13 horas
- Local: Salas H004 e H005, Bloco H, térreo, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Campus Trindade, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC.
Avisos Importantes aos Candidatos (Ambos os Níveis)
- Antecedência: Os candidatos deverão apresentar-se com 30 minutos de antecedência no local de realização da prova. Não será permitido o ingresso após o horário previsto para o início da prova.
- Identificação: O ingresso no local ocorrerá mediante a apresentação de documento de identificação com foto.
- Materiais permitidos: Durante a prova será permitido apenas o uso de caneta, lápis ou lapiseira, e borracha. Para os candidatos do Doutorado, a prova deverá ser redigida com caneta de tinta azul ou preta. Para os candidatos do Mestrado, o preenchimento do cartão resposta deve ser feito utilizando caneta.
- Proibições: Não será permitida a comunicação entre os candidatos, o porte e a utilização de computadores, aparelhos celulares ou similares, relógios, livros, anotações, impressos ou qualquer outro material de consulta. O candidato que descumprir esta determinação será excluído do processo seletivo.
- Término: Os 3 (três) últimos candidatos devem permanecer na sala de prova e somente poderão sair juntos do local.
Para acompanhar o andamento e todas as publicações referentes a esta seleção, acesse:
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PROCESSO SELETIVO ESTRANGEIROS 2026: INSCRIÇÕES ABERTAS
Publicado em 28/06/2023 às 16:14A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina torna público o edital de seleção para ingresso de ESTRANGEIROS (AS) no curso de Mestrado e Doutorado (Turma 2026):
🔗ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO PARA ESTRANGEIROS (AS)
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Racismo estrutural e inadequação do pré-natal: estudo do PPGSC/UFSC revela quase 4.700 casos evitáveis entre gestantes negras
Publicado em 15/06/2026 às 14:45Racismo estrutural impacta saúde materno-infantil: estudos do PPGSC/UFSC apontam milhares de casos evitáveis de pré-natal inadequado e baixo peso ao nascer entre negros
Duas frentes de uma m
esma pesquisa de doutorado, conduzida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) pela doutoranda Cristianne Galvão, sob orientação do professor João Luiz Bastos, revelam como o racismo estrutural se manifesta nos desfechos mais precoces da vida: a qualidade do pré-natal e o peso dos bebês ao nascer. Juntos, os resultados preliminares indicam que milhares de casos de inadequação do pré-natal e de baixo peso ao nascer entre a população negra poderiam ser evitados caso os municípios brasileiros reduzissem seus níveis de racismo estrutural.O que o estudo investigou
A pesquisa, ainda em andamento, analisou 313 municípios brasileiros com 100 mil habitantes ou mais, no período de 2022 a 2024. Para mensurar o racismo estrutural em cada município, os pesquisadores construíram um índice composto por seis dimensões, a partir de bases de dados públicas nacionais: o Censo 2022, dados do Ensino Superior (2024), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE 2024) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC 2024).
A partir desse índice, os municípios foram comparados quanto a dois desfechos de saúde materno-infantil: a inadequação do pré-natal e o baixo peso ao nascer (definido como peso inferior a 2.500 gramas), sempre observando a diferença entre recém-nascidos e gestantes negras e brancas. Trata-se de um estudo ecológico, com análises de associação em nível municipal ponderadas pelo número de nascidos vivos com peso conhecido.
Pré-natal: quanto maior o racismo estrutural, maior a desigualdade
O primeiro recorte da pesquisa analisou a inadequação do pré-natal — ou seja, o acompanhamento insuficiente da gestação. Os resultados mostram uma associação clara e estatisticamente significativa: municípios com maior racismo estrutural apresentam maiores desigualdades raciais nesse indicador.
Os municípios foram divididos em quatro grupos (quartis), do menor (Q1) ao maior nível de racismo estrutural (Q4). A diferença negra-branca ajustada na inadequação do pré-natal cresce de forma constante entre esses grupos: 3,78 pontos percentuais no Q1, 4,99 no Q2, 5,00 no Q3 e 5,62 no Q4 — uma tendência linear crescente, com significância estatística (p = 0,023).
Para estimar o impacto populacional desse padrão, os pesquisadores simularam um cenário hipotético: e se todos os municípios apresentassem o mesmo nível de racismo estrutural observado no quartil mais baixo (Q1)? Nesse caso, os municípios do grupo de maior racismo estrutural (Q4) poderiam evitar até 4.682 casos de inadequação do pré-natal — o equivalente a 11,8% dos casos observados nesses municípios. Já os municípios dos grupos Q3 e Q2 poderiam evitar, respectivamente, 1.858 (7,8%) e 2.398 (5,9%) casos.
O papel protetor da Atenção Primária à Saúde
Um dos achados mais relevantes para a formulação de políticas públicas é o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na redução dessa iniquidade. Segundo o estudo, maior cobertura da APS está associada a menor desigualdade racial na inadequação do pré-natal: a cada aumento de 10 pontos percentuais na cobertura da APS, a diferença negra-branca nesse indicador cai em 0,34 ponto percentual. O resultado reforça a importância do fortalecimento da rede básica de saúde como estratégia de enfrentamento ao racismo institucional na saúde.
Baixo peso ao nascer: quase 5 mil casos evitáveis
A segunda frente da pesquisa investigou o baixo peso ao nascer, um dos principais preditores de mortalidade infantil, de problemas de desenvolvimento e de doenças crônicas ao longo da vida. Assim como no caso do pré-natal, o estudo encontrou que municípios com maiores níveis de racismo estrutural apresentam maiores iniquidades raciais no percentual de bebês negros nascidos com baixo peso, em comparação a bebês brancos.
A partir dessa associação, os pesquisadores estimam que 4.845 casos de baixo peso ao nascer entre bebês negros poderiam ser evitados nos municípios brasileiros com maiores níveis de racismo estrutural, caso esses municípios apresentassem condições equivalentes às dos municípios com menor racismo estrutural.
Racismo estrutural como determinante de saúde, não fatalidade
Em conjunto, os dois conjuntos de resultados — quase 4.700 casos evitáveis de inadequação do pré-natal e quase 4.850 casos evitáveis de baixo peso ao nascer — desenham um retrato consistente: o racismo estrutural opera como um determinante social de saúde mensurável, que produz consequências concretas e evitáveis já na gestação e no nascimento.
“Não se trata de uma fatalidade biológica, mas de uma consequência mensurável e reversível das condições sociais às quais as mulheres negras estão expostas durante a gestação”, destacam os pesquisadores. Segundo a equipe, todas as associações encontradas no estudo foram estatisticamente significativas.
Por que esses resultados importam
Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas que vão além de intervenções clínicas individuais e enfrentem as raízes sociais das iniquidades em saúde — com destaque para o investimento na Atenção Primária à Saúde, identificada como fator de proteção. Como resumem os autores: “Enfrentar o racismo estrutural é promover equidade em saúde desde o início da vida e salvar vidas.”

Sobre os pesquisadores e o estudo
A pesquisa é conduzida por Cristianne Galvão, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, sob orientação do professor João Luiz Bastos, do Departamento de Saúde Pública da UFSC, com ampla trajetória em estudos sobre iniquidades raciais e sociais em saúde. O manuscrito está em andamento e os resultados apresentados são preliminares.
Para mais informações: joao.bastos@ufsc.br
O manuscrito está em andamento.
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PPGSC participa do lançamento de obra sobre metodologias ativas na formação em saúde
Publicado em 15/06/2026 às 14:29
O Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis, sediou no dia 10 de junho o lançamento da obra Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias, publicada pela Editora Rede Unida. O evento reuniu docentes, estudantes, pesquisadores, profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e representantes de instituições de ensino interessados na qualificação da formação em saúde.A programação teve início com uma oficina vivencial sobre metodologias ativas de ensino-aprendizado (MAEAs), proporcionando aos participantes uma experiência prática de aprendizagem colaborativa e reflexão sobre processos formativos comprometidos com o protagonismo discente, a construção compartilhada do conhecimento e a transformação das práticas em saúde.
Na sequência, ocorreu o lançamento oficial da obra, conduzido pela doutoranda Dipaula Minotto da Silva. A mesa de abertura foi composta pelas organizadoras da publicação, professoras Liliane Parreira Tannús Gontijo, Mirelle Finkler e Marta Inez Machado Verdi, pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC, Prof. Dr. Fernando Hellmann, e pelo Prof. Dr. Samuel Jorge Moysés, autor do prefácio do Volume II. Durante a cerimônia, foram destacadas a trajetória de construção da obra, sua inserção no campo da educação na saúde e a contribuição institucional do PPGSC para o desenvolvimento das atividades que lhe deram origem.
A obra resulta de um processo coletivo de pesquisa-ação desenvolvido no âmbito do programa, no contexto dos dois estágios de pós-doutorado realizados pela Profa. Dra. Liliane Parreira Tannús Gontijo. Ao longo desse percurso, foram articuladas atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo cursos de formação em MAEAs, projetos extensionistas e experiências de ensino-aprendizagem com estudantes, docentes e profissionais do SUS.
Organizada por Liliane Parreira Tannús Gontijo (UFU), Mirelle Finkler (UFSC), Marta Inez Machado Verdi (UFSC) e Roger Flores Ceccon (UFSC), a publicação reúne 43 coautoras e coautores de diferentes instituições e campos de atuação, incluindo estudantes de pós-graduação, docentes e trabalhadores do SUS. Composta por 26 capítulos distribuídos em dois volumes, aborda fundamentos teóricos, experiências formativas e práticas de educação no trabalho, contribuindo para uma formação crítica, ética e socialmente comprometida dos profissionais da saúde.
A publicação contou com apoio institucional do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC e da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que financiaram conjuntamente seu processo de editoração, reafirmando o compromisso dessas unidades
acadêmicas com a produção e a disseminação de conhecimento voltado à qualificação da formação em saúde.Um dos momentos centrais da programação foi dedicado à apresentação da trajetória da obra pelas organizadoras e à participação de autoras e autores de diversos capítulos, que compartilharam com o público as principais contribuições de seus textos para a formação em saúde e para o desenvolvimento de MAEAs.
Disponível em acesso aberto, a obra busca ampliar o acesso ao conhecimento produzido no campo da educação em saúde e contribuir para o fortalecimento de práticas formativas inovadoras, comprometidas com a qualidade da atenção, a equidade e a transformação social.
Ao final do evento, os participantes registraram uma fotografia coletiva, simbolizando a rede de educadores, pesquisadores e profissionais que colaboraram para a construção da obra e reafirmando o compromisso compartilhado com a formação em saúde.
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PPGSC E UNIFAP SE REÚNEM COM A REITORIA DA UFSC PARA TRATAR DA TURMA II DO DINTER EM SAÚDE COLETIVA NO AMAPÁ
Publicado em 12/06/2026 às 12:32
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), realizou reunião com a Reitoria da UFSC para tratar dos encaminhamentos institucionais para a abertura da Turma II do Doutorado Interinstitucional em Saúde Coletiva — DINTER UFSC–UNIFAP, projeto já aprovado pela CAPES por meio do Projeto PCI-Dinter nº 247/2023.Participaram do encontro o Reitor da UFSC, Prof. Irineu Manoel de Souza, a Vice-Reitora, Profª Olga Regina Zigelli Garcia, e a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Profª Débora de Oliveira, ao lado do coordenador do PPGSC/UFSC, Prof. Fernando Hellmann, e da coordenadora do DINTER pela UNIFAP, Profª Luzilena de Sousa Prudêncio.
Importância estratégica para o Amapá
O DINTER UFSC–UNIFAP é mais do que um programa interinstitucional de doutorado. Trata-se de uma ação concreta de solidariedade acadêmica, voltada à redução das históricas assimetrias regionais que marcam a pós-graduação brasileira. Atualmente, o Estado do Amapá não conta com nenhum programa de mestrado ou doutorado em Saúde Coletiva, o que faz da parceria com o PPGSC/UFSC uma iniciativa estruturante para a consolidação da área no extremo norte do país.
A proposta reveste-se de especial significado para o PPGSC, pois está diretamente vinculada à trajetória acadêmica da Profª Luzilena , egressa do Programa no mestrado e no doutorado, ambos realizados sob orientação da Profª Drª Marta Verdi, ex-coordenadora do PPGSC. Ao concluir sua formação em Florianópolis, Luzilena levou para sua terra, o Amapá, onde atua na UNIFAP, a proposta de constituir o DINTER, em um movimento que materializa um dos princípios mais caros à pós-graduação pública brasileira: o de que a formação qualificada deve retornar, em benefício direto, às regiões e populações de origem dos próprios pesquisadores.
Nesse sentido, o DINTER UFSC–UNIFAP cumpre um papel duplo. No curto prazo, forma doutores de alto nível entre docentes e técnicos da UNIFAP, fortalecendo imediatamente o quadro qualificado da instituição. No médio e longo prazo, o programa constrói as bases — em massa crítica docente, produção científica e infraestrutura de pesquisa — para que a própria UNIFAP venha a propor, no futuro, a criação de um Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amapá, com identidade própria e voltado às necessidades de saúde específicas da população amazônica.
Para o PPGSC/UFSC, apoiar essa trajetória é reconhecer no percurso de Luzilena, de estudante egressa a coordenadora de um programa que ajuda a nascer em sua própria região, um exemplo vivo de como a pós-graduação pode atuar como vetor de justiça acadêmica e de desconcentração do conhecimento científico no Brasil.
Resultado da reunião
Como resultado do encontro, foi sinalizada a possibilidade de abertura do edital de seleção da Turma II mesmo enquanto os processos de celebração do convênio entre a UFSC e a UNIFAP seguem em tramitação, atualmente em fase de análise jurídica. Essa possibilidade é viabilizada pelo fato de o projeto já estar integralmente aprovado nas instâncias acadêmicas competentes, tanto na UFSC quanto na CAPES, restando pendente apenas a formalização administrativa do convênio. A medida representa um avanço importante, pois permite que o processo seletivo da nova turma avance em paralelo à tramitação jurídica, evitando atrasos adicionais na formação de novos doutores para a região Norte.
Próximos passos
O PPGSC/UFSC e a UNIFAP seguem trabalhando nos encaminhamentos necessários para a abertura da Turma II do DINTER, reforçando o compromisso da UFSC e do PPGSC com a cooperação interinstitucional e com a redução das assimetrias regionais na formação de pesquisadores em Saúde Coletiva.
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NOTA DE PESAR – Rosilda Veríssimo – Egressa do PPGSC/UFSC
Publicado em 11/06/2026 às 01:28
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da Dra. Rosilda Veríssimo, egressa do Programa e pessoa de referência na enfermagem catarinense. Enfermeira, conselheira e educadora, Rosilda dedicou sua trajetória ao Sistema Único de Saúde, ao ensino, à enfermagem e à saúde coletiva.Rosilda deixa um legado marcado pelo compromisso ético, pela defesa da educação em enfermagem como instrumento de transformação do cuidado e pela contribuição qualificada às instituições de saúde. Construiu uma carreira orientada pela convicção de que a educação no trabalho é um caminho essencial para a reorganização dos serviços de saúde e para a promoção da saúde. Sua atuação foi pautada pela escuta, pelo rigor ético e pela convicção de que os profissionais de saúde, quando apoiados por políticas de educação permanente, podem transformar práticas, instituições e modos de cuidado. Sua trajetória leve, generosa e comprometida permanecerá viva na memória do Programa.
Trajetória Acadêmica
Doutora em Saúde Coletiva pelo PPGSC/UFSC, Rosilda Veríssimo defendeu sua tese em 2016 sob orientação do Prof. Dr. Walter Ferreira de Oliveira. Sua pesquisa de doutorado, intitulada “Política de educação permanente e a possibilidade de hospitais promotores da saúde”, investigou como a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde pode pensar nos hospitais como locais promotores da saúde.
A partir de um estudo qualitativo com profissionais de dois hospitais catarinenses, um público e um privado, a pesquisa demonstrou que a educação permanente, quando assentada na pedagogia participativa e na aprendizagem ao longo da vida, constitui-se em elemento de gestão capaz de reorganizar o hospital como espaço promotor da saúde. A pesquisa de Rosilda Veríssimo permanece como contribuição viva para o campo da saúde coletiva brasileira.
Neste momento de tristeza, o PPGSC/UFSC se solidariza com familiares, amigos, colegas e estudantes, prestando sua homenagem ao dedicado trabalho de Rosilda Veríssimo em prol da saúde coletiva e do cuidado produtor de saúde.
PPGSC/UFSC — Florianópolis, 10 de junho de 2026
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Professor do PPGSC/UFSC ministrará curso internacional sobre medidas de interseccionalidade para pesquisa quantitativa
Publicado em 09/06/2026 às 07:23O professor João Luiz Bastos, do PPGSC/UFSC, foi convidado pelo Intersectionality Training Institute (ITI) para ministrar um dos módulos do curso “Measure It! Strategies for Developing Reliable and Valid Self-Report Intersectionality Measures for Quantitative Research”, que integrará uma série de workshops virtuais ao vivo promovida pela instituição em outubro e novembro de 2026.
O curso acontecerá de forma virtual e ao vivo em duas sessões: 23 de outubro e 6 de novembro de 2026, das 12h às 15h (horário de Brasília: 14h–17h). Bastos dividirá a formação com o professor Ayden Scheim, PhD, pesquisador de renome internacional na área de interseccionalidade e saúde.
Sobre o curso
A iniciativa é voltada a pesquisadores que enfrentam o desafio de operacionalizar construtos interseccionais em estudos quantitativos — seja desenvolvendo novas escalas, seja avaliando a adequação de instrumentos já existentes. O curso é indicado para quem busca medir fenômenos como discriminação, identidades sociais sobrepostas e vulnerabilidades combinadas em diferentes grupos populacionais.
A formação está estruturada em duas partes complementares:
- Parte 1 — Desenvolvimento de novas medidas interseccionais (Prof. Ayden Scheim): aborda a conceituação de medidas inter e intracategoriais compatíveis com os princípios da interseccionalidade, geração de itens, realização de entrevistas cognitivas, elaboração de estudos de validação e análises psicométricas básicas.
- Parte 2 — Avaliação da validade e confiabilidade de medidas (Prof. João Luiz Bastos): foca em validade da estrutura interna (dimensionalidade, discriminação e confiabilidade de itens), construção de evidências de validade de construto externo (convergente, de critério e de rede nomológica) e avaliação da invariância de medida entre estratos interseccionais — tema essencial para estudos intercategoriais.
Ambas as sessões incluirão exemplos aplicados de estudos anteriores, com código analítico, e oportunidades de prática.
Inscrições e Informações
As inscrições ainda não estão abertas pelo sistema online, mas podem ser realizadas por e-mail diretamente com a organização do evento.
- 📧 E-mail: info@intersectionalitytraining.com
- 🔗 Página do curso: intersectionalitytraining.com

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PPGSC/UFSC promove oficina e lançamento de obra sobre metodologias ativas na formação em saúde
Publicado em 03/06/2026 às 11:49No dia 10 de junho de 2026, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) participará de uma programação dedicada à reflexão e ao fortalecimento das metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação em saúde. As atividades ocorrerão no Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis, reunindo docentes, estudantes, pesquisadores e profissionais dos serviços de saúde.
A programação será composta por dois momentos integrados. Das 14h às 16h, será realizada a oficina vivencial “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde”, destinada a pessoas interessadas em conhecer e experimentar estratégias pedagógicas centradas na participação ativa dos estudantes, na aprendizagem colaborativa e na articulação entre teoria e prática.
Na sequência, das 16h30 às 18h30, ocorrerá o lançamento da obra “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias”, publicada pela Editora Rede Unida e disponibilizada em acesso aberto.
A publicação resulta de um processo coletivo de pesquisa-ação desenvolvido no âmbito do PPGSC/UFSC, durante os dois estágios de pós-doutorado realizados pela Profa. Dra. Liliane Tannús Gontijo. Ao longo desse percurso, foram articuladas atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo cursos de formação em metodologias ativas, projetos extensionistas e experiências desenvolvidas com estudantes, docentes e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
A obra reúne 38 autores, dos quais 19 são catarinenses, incluindo estudantes de pós-graduação, docentes e trabalhadores da rede de serviços do SUS. Composta por 26 capítulos distribuídos em dois volumes, a publicação apresenta reflexões teóricas, experiências formativas e relatos de práticas pedagógicas voltadas à qualificação da formação em saúde. Diversos capítulos tiveram origem em experiências de aprendizagem desenvolvidas nos cursos de extensão em metodologias ativas ofertados na UFSC ao longo dos pós-doutorados.
A iniciativa também dialoga com atividades promovidas pelo NUPEBISC (Núcleo de Pesquisa em Bioética e Saúde Coletiva), que, nos anos de 2024 e 2025, realizou encontros e discussões voltados às metodologias ativas, à formação crítica e à inovação pedagógica na saúde. A organização da obra é de Liliane Tannús Gontijo (UFU), Mirelle Finkler (UFSC), Marta Verdi (UFSC) e Roger Ceccon (UFSC).
Programação
📍 Local: Museu da Escola Catarinense (MESC) – Florianópolis
- 🕒 14h às 16h: Oficina vivencial “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde”
- 🕒 16h30 às 18h30: Lançamento da obra “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias”
☕ Haverá coffee break entre as atividades. As vagas para a oficina são limitadas.
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Tese de Izaltina Adão sobre Promoção da Saúde na Atenção Primária é indicada pelo PPGSC/UFSC ao Prêmio CAPES de Tese 2026
Publicado em 01/06/2026 às 21:03A tese “Avaliação da operacionalização da Promoção da Saúde na Atenção Primária: cenário, desafios e perspectivas”, de autoria de Izaltina Adão, foi selecionada pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) para representar o Programa no Prêmio CAPES de Tese — Edição 2026.
Orientada pela Profa. Dra. Claudia Flemming Colussi (UFSC) e coorientada pela Profa. Dra. Dais Gonçalves Rocha (UnB), a tese desenvolveu, validou e aplicou um modelo avaliativo inédito para a operacionalização da Promoção da Saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, composto por 45 indicadores organizados em quatro dimensões: estrutura, gestão, integralidade do cuidado, e educação e comunicação. O estudo, conduzido em diferentes contextos territoriais a partir do Índice Brasileiro de Privação, evidenciou uma operacionalização intermediária, pouco institucionalizada e marcada por fragilidades estruturais — apontando, ao mesmo tempo, o potencial transformador da APS quando sustentada por intersetorialidade, participação social e educação permanente.
A indicação foi homologada pelo Edital nº 02/PPGSC/2026, após avaliação da Comissão designada pela Portaria nº 30/PPGSC/2026, constituída pelos(as) Professores(as) Doutores(as) Rodrigo Otávio Moretti Pires (Presidente), Ana Luiza de Lima Curi Hallal, Ana Lucia Danielewicz, Douglas Francisco Kovaleski e Maria Cristina Marino Calvo, que atribuiu ao trabalho a nota máxima 10,0. A inscrição na CAPES foi efetivada em 1º de junho de 2026, sob o nº 29934.
Originalidade e Impacto
A tese enfrenta uma lacuna científica histórica: a ausência de modelos avaliativos estruturados e validados capazes de analisar, de forma abrangente, como a Promoção da Saúde se materializa no cotidiano da APS. Seu impacto já extrapola o território investigado, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e para o fortalecimento de políticas públicas em saúde.
Produção Científica e Disseminação
Da tese resultaram seis artigos científicos (publicados, aceitos, em avaliação ou submetidos) em periódicos como Saúde em Debate, Saúde e Sociedade, Revista Brasileira em Promoção da Saúde e Cadernos de Saúde Pública. Os resultados também foram apresentados em diversos espaços estratégicos, entre eles:
- Ministério da Saúde: Departamento de Promoção da Saúde (SAPS/DEPROS).
- CONASS: Reunião mensal com as Secretarias Estaduais de Saúde.
- Telessaúde: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
- 18th World Congress on Public Health: África do Sul, 2026.
- Encontro Latino-Americano de M&A em Promoção da Saúde.
- 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (ABRASCO): Mesa-redonda, comunicação oral e oficina pré-congresso.
- Oficina Estadual do Amazonas (CNPq/MS/SAPS/DEPROS nº 05/2023), com contribuição técnica para a minuta da Política Estadual de Promoção da Saúde.
Sobre a Autora

Doutora em Saúde Coletiva pela UFSC, mestra em Gestão de Saúde pela FGV/SP e integrante da coordenação executiva do GT de Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável da ABRASCO (biênios 2024–2027), Izaltina Adão também atua como professora voluntária no Departamento de Saúde Pública da UFSC e como pesquisadora vinculada ao NEPAS, LAPEPS e LASAT.O PPGSC/UFSC parabeniza a autora, a orientadora e a coorientadora pela indicação e deseja sucesso na disputa nacional.
















