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Professora do PPGSC/UFSC participa da construção do Plano Diretor das Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco
Publicado em 30/07/2026 às 09:32 (Atualizado em 11/08/2026 às 12:36)A professora Marta Inez Machado Verdi, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, participa da construção do Plano Diretor da Área de Ciências Sociais e Humanas em Saúde 2026-2029, documento que orientará os rumos da área nos próximos anos. Integrante do colegiado gestor da Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), na qual atua como coordenadora adjunta, a professora integra o processo participativo que mobiliza, há cerca de dois anos, pesquisadoras e pesquisadores de todas as regiões do país.
Uma etapa decisiva desse percurso foi concluída nos dias 27 e 28 de julho, com a realização da Oficina do Plano Diretor da Área de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O encontro reuniu integrantes da Comissão, representantes institucionais e pesquisadores de diferentes regiões para discutir desafios, prioridades e estratégias para o fortalecimento da área.
Dois anos de construção coletiva
A elaboração do Plano Diretor envolve a revisão dos documentos anteriores da Comissão, consultas aos representantes institucionais, reuniões presenciais e virtuais, grupos de trabalho e oficinas regionais — ao todo, foram realizados cinco encontros regionais, com debates sobre financiamento, formação, produção científica e outros desafios da área.
O documento está organizado em seis eixos: identidade, reconfiguração, visibilidade e reconhecimento epistemológico da área; inserção política, institucional e atuação profissional; formação e currículo; produção científica e translação do conhecimento; financiamento e fomento à pesquisa; e desigualdades regionais e justiça epistêmica. Durante a oficina na Uerj, os participantes foram organizados em grupos de trabalho vinculados a cada um desses eixos, com o objetivo de aprofundar propostas e encaminhamentos.
A abertura do encontro contou com a participação do diretor do Instituto de Medicina Social da Uerj, Mario Roberto Dal Poz; de Aylene Bousquat, representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); de Maria Lúcia Magalhães Bosi, representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e de Jorge Henrique Santos Saldanha, coordenador da Comissão CSHS da Abrasco.
Um processo de a área “olhar para ela mesma”
Para Jorge Henrique Saldanha, o processo de elaboração do Plano Diretor possibilitou uma reflexão coletiva da área sobre seus desafios, potencialidades e caminhos para os próximos anos. “Para além de um documento que organiza a nossa avaliação sobre os problemas da área e as ações e estratégias para superação desses problemas, tem sido a organização de um processo de a área conseguir olhar para ela mesma, entendendo quais são os seus desafios, quais são as suas potências e qual é o caminho que a gente quer para construir essa área nos próximos anos”, afirma o coordenador.
Segundo ele, desafios históricos permanecem presentes, como as assimetrias em relação a outras áreas da saúde coletiva e o reconhecimento das Ciências Sociais e Humanas em Saúde, ao mesmo tempo em que novos temas ganharam centralidade no debate, como as desigualdades regionais e epistêmicas.
A vice-presidente da Abrasco e integrante do núcleo gestor da Comissão, Keila Brito, destaca o caráter participativo do percurso: “Esse processo vem se estendendo há quase dois anos. Inicialmente, foi feita uma revisão de todos os planos diretores anteriores, porque esse não é o primeiro da área. A partir daí, foi analisado quais problemas eram apontados anteriormente, quais questões permaneciam e o que precisava ser pensado para o plano atual”, explica.
Versão final será apresentada em Manaus
A oficina realizada na Uerj encerra uma etapa da construção coletiva do documento. Após a incorporação das contribuições debatidas no encontro, a versão final do Plano Diretor da Área de Ciências Sociais e Humanas em Saúde será apresentada durante o Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, que acontece em Manaus, em setembro de 2026.
A participação da professora Marta Verdi na coordenação da Comissão CSHS reafirma a inserção do PPGSC/UFSC nos espaços nacionais de formulação e fortalecimento das Ciências Sociais e Humanas em Saúde — campo que articula a produção do conhecimento à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da saúde coletiva brasileira.
Com informações da Abrasco. Foto: Leticia Maçulo/Abrasco.
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Resultado Final da Chamada Interna nº 01/PPGSC/2026 – Doutorado em Cotutela UFSC/UMG
Publicado em 29/07/2026 às 17:43A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) torna público o resultado final da Chamada Interna nº 01/PPGSC/2026. O processo seletivo destinou-se ao preenchimento de 1 (uma) vaga para cursar o Doutorado em regime de cotutela no programa de Saúde, Medicina e Welfare na Sociedade Digital Contemporânea da Università Magna Græcia de Catanzaro (UMG), na Itália.
Resultado Final e Classificação
A avaliação compreendeu a análise do anteprojeto de pesquisa e a pontuação do Curriculum Vitae dos candidatos. A classificação final ficou definida da seguinte forma:
- 1º Lugar – Aprovada e Classificada (Indicada para a vaga): Andressa Bornelli Oshiro | Nota Final: 9,6
- 2º Lugar – Aprovado (Suplente): Douglas Oliveira Vieira | Nota Final: 8,5
A candidata classificada em 1º lugar deverá providenciar sua inscrição no sistema seletivo da universidade italiana até o dia 03/08/2026, além de dar segmento aos procedimentos para o Termo de Acordo de Cotutela.
O Processo Seletivo completo pode ser consultado diretamente na página do programa: Acessar Edital e Resultado da Chamada Interna.
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Professor do PPGSC/UFSC é eleito para o Comitê SciELO Finanças da área de Ciências da Saúde
Publicado em 29/07/2026 às 11:54 (Atualizado em 11/08/2026 às 12:37)Antonio Fernando Boing, editor-chefe da Revista Brasileira de Epidemiologia, representará a área de Ciências da Saúde como suplente no colegiado que discute o financiamento dos periódicos científicos brasileiros
Antonio Fernando Boing, professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC), foi eleito representante suplente do Comitê SciELO Finanças da área de Ciências da Saúde. Editor-chefe da Revista Brasileira de Epidemiologia e membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Boing integrará o colegiado ao lado da representante titular eleita, Regina Aparecida Garcia de Lima, editora-chefe da Revista Latino-Americana de Enfermagem. O mandato terá duração de dois anos, com possibilidade de recondução, conforme normas a serem estabelecidas pelo próprio Comitê.
O Comitê SciELO Finanças foi criado para assessorar a formulação e a implantação de um novo modelo de financiamento para os periódicos da plataforma, em um momento de transformação do ecossistema de publicação científica brasileira. Desde agosto de 2024, a gestão da biblioteca SciELO Brasil — composta por mais de 300 periódicos nacionais em acesso aberto — passou a ser compartilhada por um consórcio formado pela Capes, pelo CNPq e pela Fapesp. Paralelamente, a expansão de acordos com editoras comerciais estrangeiras no modelo “read and publish” tem intensificado o debate sobre a necessidade de fortalecer os periódicos científicos brasileiros diante da crescente influência do mercado editorial internacional.
Para Boing, a participação dos editores nesse processo é decisiva. “A expectativa é ampliar o debate em busca de ações concretas, rápidas e estáveis para o fortalecimento do financiamento de nossos periódicos. Em um momento de celebração de diversos acordos do governo brasileiro com editoras comerciais estrangeiras, é vital que se coloque foco sobre a importância e a necessidade de fortalecer os periódicos brasileiros”, afirma o pesquisador.
O professor destaca ainda o papel da representação no Comitê para reforçar a visão do Fórum de Editores da Abrasco sobre a importância estratégica das revistas nacionais. “Apoiando a representação da área da Saúde no Comitê, espero reforçar a visão do Fórum de Editores da Abrasco e de colegas de outras áreas sobre o papel das revistas brasileiras na disseminação do conhecimento científico, na estruturação da ciência brasileira e no fortalecimento e soberania do país”, completa.
A Revista Brasileira de Epidemiologia, editada por Boing, é uma das publicações científicas da Abrasco e integra a coleção SciELO Brasil. A eleição reforça a presença do PPGSC/UFSC em espaços estratégicos de discussão sobre a política científica e editorial do país.

Com informações e foto da Abrasco: https://abrasco.org.br/abrasquiano-e-eleito-representante-do-comite-scielo-financas-da-area-de-ciencias-da-saude/
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Abertura de Inscrições: Doutorado em Cotutela UFSC e UMG (Itália)
Publicado em 22/07/2026 às 18:15 (Atualizado em 22/07/2026 às 18:43)A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) anuncia a abertura do processo seletivo para o Doutorado em regime de Cotutela. A oportunidade permite cursar o Doutorado em Saúde, Medicina e Welfare na sociedade digital contemporânea em parceria com a Universidade Magna Graecia (UMG) de Catanzaro, na Itália.
📌 Principais Informações
- Vagas: 1 (uma).
- Público-alvo: Estudantes que estejam regularmente matriculados no curso de doutorado do PPGSC/UFSC no ano de 2026.
- Duração do Curso: O programa na UMG tem duração prevista de 3 anos.
- Bolsa de Estudos: A pessoa candidata aprovada receberá uma bolsa universitária sob responsabilidade da Universidade Magna Graecia. A bolsa possui o valor anual de € 16.243,00, que será pago em prestações mensais.
📋 Requisitos de Participação
- Ter concluído pelo menos 75% dos créditos em disciplinas, excetuando-se os créditos do trabalho de conclusão.
- Ser fluente na língua italiana, com comprovação de proficiência.
- Apresentar comprovação de proficiência na língua inglesa.
📅 Inscrições
O período de inscrições será de 22 a 28 de julho de 2026. A documentação exigida, devidamente formatada em PDF legível, deverá ser submetida eletronicamente até as 23h59min (horário de Brasília) do dia do encerramento.
Acesse o Edital e Inscreva-se
É obrigatória a leitura completa da Chamada Interna Nº 01/PPGSC/2026 e seus respectivos anexos.
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Organizado por professores do PPGSC/UFSC, livro sobre narrativas em saúde já está disponível para leitura gratuita
Publicado em 21/07/2026 às 21:53 (Atualizado em 11/08/2026 às 12:37)Com organização dos professores do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC Roger Flores Ceccon e Carlos Alberto Severo Garcia Jr., e coorganização de Stela Nazareth Meneghel e Lupicínio Íñiguez-Rueda, o livro Narrativas: epistemologias, metodologias e pesquisas em saúde já está disponível para leitura gratuita. A obra traz prefácio de Maria Cecília de Souza Minayo, uma das mais influentes pesquisadoras da Saúde Coletiva brasileira.
Publicada pela Editora Rede Unida, a obra reúne contribuições de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e internacionais que discutem as narrativas como perspectiva epistemológica, metodológica e política para a produção do conhecimento em saúde. Ao longo de 27 capítulos, o livro explora diferentes experiências, teorias e metodologias, ampliando o debate sobre as potencialidades das narrativas na Saúde Coletiva e nas Ciências Humanas.
A narrativa como dispositivo de conhecimento e cuidado
Mais do que um recurso ilustrativo, a narrativa é tomada, ao longo do livro, como um potente dispositivo de produção de conhecimento, de cuidado e de transformação. É por meio das histórias que as pessoas contam — sobre adoecimentos, itinerários de cuidado, trajetórias de vida e resistência — que experiências muitas vezes silenciadas ganham visibilidade e sentido. Nessa perspectiva, narrar não é apenas descrever a realidade, mas também um modo de produzi-la e de disputá-la.
A obra se organiza em torno de três eixos que dão forma ao seu percurso: o epistemológico, que discute as bases teóricas e filosóficas do trabalho com narrativas; o metodológico, que apresenta caminhos e ferramentas para a pesquisa narrativa; e o experiencial e político, que reúne investigações e relatos capazes de evidenciar como as narrativas atravessam a produção de saúde, o cuidado e as lutas por direitos.
Uma construção coletiva e internacional
A obra é fruto de um esforço coletivo que reúne autoras e autores de diferentes instituições e países, evidenciando a vitalidade das redes de pesquisa que sustentam o campo. A organização a cargo de docentes do PPGSC/UFSC, em parceria com pesquisadores de outras instituições nacionais e internacionais, reforça a inserção do Programa em debates contemporâneos sobre epistemologias e metodologias de pesquisa em saúde.
O prefácio assinado por Maria Cecília de Souza Minayo — referência incontornável nos estudos qualitativos em saúde no Brasil — situa a importância da obra no cenário atual da produção científica do campo.
Ao trazer a público uma obra que reúne experiências, teorias e metodologias em torno das narrativas, o PPGSC/UFSC reafirma um compromisso central da Saúde Coletiva: reconhecer que produzir ciência também é escutar histórias, dar voz a quem foi historicamente silenciado e transformar experiências em conhecimento capaz de qualificar o cuidado e as políticas públicas de saúde.
Acesso gratuito
Fiel ao princípio do acesso aberto ao conhecimento, o livro está disponível para leitura e download gratuitos no site da Editora Rede Unida. A obra tem ISBN 978-65-5462-291-2 e DOI 10.18310/9786554622912.
📖 Acesse gratuitamente: Narrativas: epistemologias, metodologias e pesquisas em saúde
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Subcoordenadora do PPGSC/UFSC participa de videocast da Revista Ciência & Saúde Coletiva durante o XXXIX Congresso do CONASEMS
Publicado em 21/07/2026 às 21:14 (Atualizado em 11/08/2026 às 12:35)A professora Claudia Flemming Colussi, subcoordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC), participou, entre os dias 12 e 15 de julho de 2026, do XXXIX Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), realizado em Porto Alegre (RS).
A professora foi ao evento a convite da Revista Ciência & Saúde Coletiva para gravar um videocast sobre o artigo “Implementação das Teleconsultorias no Sistema Único de Saúde: Proposta de Modelo Avaliativo”, de sua autoria com as professoras do PPGSC Patrícia Maria de Oliveira Machado e Felipa Rafaela Amadigi, em colaboração com outras pesquisadoras do Núcleo de Saúde Digital da UFSC.
O estudo foi publicado no número temático especial “A Saúde Digital e o SUS: avanços e desafios”, lançado em maio de 2026 com apoio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde. O artigo apresenta uma proposta de modelo avaliativo para a implementação das teleconsultorias no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aprimoramento da gestão, do monitoramento e da avaliação dessa importante estratégia de saúde digital.
A participação no videocast representa uma oportunidade para ampliar a divulgação científica dos resultados da pesquisa, aproximando o conhecimento produzido na universidade de gestores, profissionais de saúde e demais interessados no fortalecimento da saúde digital no SUS.
O videocast pode ser acessado em:
https://www.youtube.com/watch?v=CR2sne0JpI0O artigo está disponível em:
https://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/implementacao-das-teleconsultorias-no-sistema-unico-de-saude-proposta-de-modelo-avaliativo/19955 -
Egressos do PPGSC assinam editorial sobre a regulamentação da profissão de sanitarista
Publicado em 17/07/2026 às 17:16 (Atualizado em 20/07/2026 às 08:44)A regulamentação da profissão de sanitarista, uma conquista histórica do campo da Saúde Coletiva brasileira, é tema do editorial “A regulamentação da profissão de sanitarista como estratégia de qualificação da gestão do SUS”, publicado na revista Saúde em Redes (v. 12, n. 1, 2026). Entre as seis pessoas que assinam o texto, três são egressas do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC: Fernanda Cornelius Lange, João Batista de Oliveira Junior e Virgínia de Menezes Portes. O editorial é assinado também por Frederico Viana Machado, Camila Fontana Roman e Alcindo Antônio Ferla.
O texto ganhou repercussão nacional: no dia 15 de julho, foi publicado também no Outra Saúde, seção de saúde do portal Outras Palavras, sob o título “Os sanitaristas e um passo à frente na gestão do SUS”.
Um marco histórico para a Saúde Coletiva
O editorial analisa o Decreto nº 12.921, de 6 de abril de 2026, que regulamenta a Lei nº 14.725/2023 e formaliza a profissão de sanitarista no Brasil. Com a medida, o Estado brasileiro reconhece cerca de 30 mil trabalhadoras e trabalhadores que atuam na formulação, no planejamento, na gestão e na avaliação de políticas públicas de saúde.
“Consideramos essa conquista um avanço importante e um marco histórico para a saúde coletiva brasileira”, escrevem os autores.
Um dos aspectos mais inovadores destacados no texto é a forma do registro profissional: ele será concedido pelo Ministério da Saúde, e não por um conselho corporativo privado — um desenho institucional que, na avaliação dos autores, reflete princípios constitucionais e representa “um passo largo na direção de uma gestão do trabalho que aponte a formação de equipes multiprofissionais”, em vez de reproduzir as disputas corporativas e as separações hierárquicas que marcaram regulamentações profissionais anteriores no setor.
O editorial também resgata a trajetória de formação da categoria, com destaque para os bacharelados em Saúde Coletiva, criados de forma expressiva a partir de 2008 no contexto do REUNI, que formam profissionais voltados à gestão, ao planejamento, à epidemiologia e à promoção da saúde, na perspectiva de superação do modelo biomédico. Para os sanitaristas graduados, a regulamentação traz maior clareza de atribuições e fortalece a inserção em concursos públicos, reduzindo ambiguidades históricas quanto ao seu lugar no mundo do trabalho.
Reconhecer a profissão é um ato político
Para além da dimensão administrativa, os autores situam a regulamentação em um movimento mais amplo de institucionalização da Saúde Coletiva como campo estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS).
“Reconhecer a profissão não é apenas administrativo, mas profundamente político”, afirma o editorial, lembrando que o momento atual é “marcado por tensões entre projetos de saúde orientados pelo mercado e aqueles comprometidos com o direito universal”.
Nesse sentido, a medida pode dar novo fôlego à luta pela garantia do compromisso do sistema de saúde com o direito universal, e não com o mercado.
Os autores fazem, contudo, uma ressalva importante: “não se deve supor que a regulamentação, por si só, resolverá problemas estruturais”. O texto aponta a necessidade de políticas de carreira, de melhores condições de trabalho e do enfrentamento da histórica precarização do trabalho no SUS, marcada por vínculos frágeis e rotatividade elevada.
O editorial completo pode ser lido na revista Saúde em Redes e no portal Outra Saúde. A íntegra do Decreto nº 12.921/2026 está disponível no site do Planalto.
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Professora do PPGSC assume a Vice-Reitoria da UFSC
Publicado em 06/07/2026 às 20:16 (Atualizado em 20/07/2026 às 08:44)O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC celebra, nesta segunda-feira, 6 de julho, a posse de uma egressa deste programa e atual professora Felipa Rafaela Amadigi como vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, para a gestão 2026-2030. A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, ao lado do novo reitor, professor Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, ambos eleitos pela chapa “Mudar para Transformar”.
Filha de professores da educação básica e natural de Loanda, no interior do Paraná, Felipa chegou à UFSC ainda jovem, participou do movimento estudantil e trabalhou no Hospital Universitário para garantir sua permanência na universidade. Hoje, docente do Departamento de Enfermagem e atuante também no PPGSC e no Mestrado Profissional em Gestão do Cuidado de Enfermagem, Felipa construiu sua trajetória acadêmica inteiramente na UFSC, onde se graduou em Enfermagem, cursou o mestrado em Saúde Pública e concluiu o doutorado em Enfermagem. Desde 2015, é docente efetiva da instituição, com atuação marcante na formação de profissionais da saúde e na gestão pública. Presidiu o Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (COREN-SC) e, durante a pandemia de Covid-19, coordenou o Curso de Enfermagem e o Projeto Imuniza Floripa, à frente dos grupos responsáveis pela imunização em Florianópolis.
Defesa do SUS
Em sua trajetória e em suas manifestações públicas, Felipa tem reafirmado o compromisso com o Sistema Único de Saúde como projeto de justiça social e direito universal, coerente com sua atuação na Saúde Coletiva e na gestão do cuidado em saúde. Essa defesa do SUS marcou também seu discurso de posse, no qual reforçou a importância de uma universidade pública comprometida com a saúde da população e com a redução das desigualdades.Um discurso que reverenciou as mulheres
No seu pronunciamento, a nova vice-reitora dedicou um momento especial às mulheres que, ao longo da história da UFSC, ocuparam cargos na Reitoria, reconhecendo as trajetórias que abriram caminho para sua própria chegada ao posto. Felipa lembrou que essa presença feminina em espaços de decisão ainda convive com a persistência da misoginia nas estruturas acadêmicas e institucionais, um obstáculo que segue exigindo vigilância e enfrentamento coletivo. Suas palavras reforçaram o desejo, também expresso em suas redes sociais, de construir “uma UFSC mais democrática, inclusiva, transparente e comprometida com a excelência acadêmica e com as pessoas”.Parabéns e votos de sucesso
O PPGSC parabeniza a professora Felipa Amadigi por essa conquista e deseja pleno sucesso à frente da Vice-Reitoria da UFSC. Sua chegada a esse posto de liderança reafirma o valor da Saúde Coletiva e da Enfermagem na condução dos rumos institucionais da universidade, e representa motivo de orgulho para toda a comunidade do Programa.









