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PROCESSO SELETIVO DINTER II: INSCRIÇÕES ABERTAS
Publicado em 19/06/2026 às 18:11A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina torna público o edital de seleção para a Turma de Doutorado Interinstitucional – UFSC/UNIFAP (DINTER II – 2026).
O processo é destinado exclusivamente a docentes e técnicos do quadro de servidores efetivos da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e funcionários do Hospital Universitário da UNIFAP.
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Publicado em 10/06/2026 às 18:31
Acessos Rápidos -
PROCESSO SELETIVO 2026: RESULTADO DA PROVA DE CONHECIMENTOS (1ª ETAPA)
Publicado em 25/05/2026 às 16:00A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) informa aos candidatos que o desempenho na 1ª Etapa (Prova de Conhecimentos) dos processos seletivos para as Turmas de 2026 já está disponível.
Lembramos que, conforme o cronograma dos editais, o prazo para interposição de reconsideração e recurso referente a esta etapa encerra-se no dia 26 de junho de 2026.
Para consultar os resultados e acompanhar o andamento de todas as etapas, acesse:
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PROCESSO SELETIVO ESTRANGEIROS 2026: INSCRIÇÕES ABERTAS
Publicado em 28/06/2023 às 16:14A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina torna público o edital de seleção para ingresso de ESTRANGEIROS (AS) no curso de Mestrado e Doutorado (Turma 2026):
🔗ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO PARA ESTRANGEIROS (AS)
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Junho Violeta: pesquisa do PPGSC/UFSC revela que 1 em cada 4 idosos de Florianópolis sofre violência
Publicado em 23/06/2026 às 12:58Em junho, o país se mobiliza em torno do Junho Violeta, campanha dedicada à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa. A data de referência é 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, instituído pela ONU. A mobilização, promovida no Brasil pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania sob o lema “Respeito a todas as fases da vida” , busca alertar a sociedade sobre as diferentes formas de abuso: negligência, violência física, psicológica, patrimonial e a exploração financeira.
Os números nacionais são alarmantes. Dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos apontam 121 mil situações de violência contra pessoas idosas notificadas entre 2018 e 2022. As denúncias ao Disque 100 revelam um padrão que se repete: a maioria das vítimas são mulheres (58,6%), os principais agressores são os próprios filhos e filhas (29,5%) e o local mais comum das agressões é a residência da própria vítima (71,5%). Ou seja: a violência contra o idoso é, antes de tudo, doméstica , ou seja, praticada por quem deveria cuidar.
O que a ciência produzida no PPGSC/UFSC mostra
É justamente esse fenômeno que está no centro da tese de doutorado da Dra. Carolina Carvalho Bolsoni, defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC, em 2017, sob orientação da Profa. Dra. Elza Berger Salema Coelho, líder do Grupo de Pesquisa Violência e a Saúde. Intitulada “Violência contra a pessoa idosa: estudo de base populacional em Florianópolis – SC”, a pesquisa oferece evidências locais que dialogam diretamente com o alerta do Junho Violeta.
O estudo utilizou dados da coorte EpiFloripa Idoso, projeto coordenado pela Profa. Eleonora d’Orsi que, desde 2009, acompanha as condições de vida e saúde da população adulta e idosa da capital catarinense. Foram analisados 1.140 idosos residentes na zona urbana de Florianópolis, na onda de 2013-2014, por meio da adaptação transcultural do instrumento Hwalek-Sengstock Elder Abuse Screening Test (H-S/EAST), específico para rastrear maus-tratos.
O principal achado impressiona: a prevalência de violência foi de 25,7% — ou seja, aproximadamente um em cada quatro idosos da cidade relatou alguma situação de violência. Entre os idosos de 60 a 74 anos, o percentual sobe para 29,5%; entre os de 75 anos ou mais, é de 20,3%. Por sexo, foram 27,9% entre os homens e 24,4% entre as mulheres.
A tese mostrou ainda que a violência não atinge a todos de forma igual. Entre os idosos com mais de 75 anos, ter mais pessoas dependentes da própria renda, ser de cor parda ou preta, não trabalhar, apresentar déficit cognitivo, ter dificuldade para realizar atividades da vida diária e possuir cuidador estiveram associados a uma chance maior de sofrer violência. O dado reforça o retrato nacional do Disque 100: a vulnerabilidade e a dependência dentro de casa são terreno fértil para o abuso.
A relação entre violência e saúde mental
O resultado mais contundente da pesquisa diz respeito à saúde mental. Entre todas as condições de saúde analisadas, a suspeita de sintomas depressivos permaneceu fortemente associada à violência: a chance de sofrer abuso foi 280% maior entre as mulheres e 190% maior entre os homens com esses sintomas. O achado evidencia que violência e adoecimento psíquico caminham juntos — e que cuidar da saúde mental do idoso é também uma estratégia de proteção.
Por que isso importa
A tese de Bolsoni reforça uma mensagem central do Junho Violeta: a violência contra a pessoa idosa é frequente, ocorre majoritariamente no ambiente doméstico e está longe de ser excepcional. Ao produzir evidências de base populacional sobre Florianópolis, o trabalho — ancorado no EpiFloripa Idoso e no PPGSC/UFSC — fornece subsídios concretos para políticas públicas de prevenção, exatamente como recomenda o Estatuto da Pessoa Idosa.
Diante de um Brasil que envelhece rapidamente — estima-se que, em 2070, a proporção de idosos ultrapasse 35% da população —, a autora defende a urgência de novos estudos, inclusive longitudinais, capazes de medir o impacto da violência sobre a saúde e a sobrevida dessa população.
Denuncie. A violência contra a pessoa idosa pode ser denunciada gratuitamente, 24 horas por dia, pelo Disque 100, também disponível em Libras e pelo WhatsApp (61) 99611-0100.

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Racismo estrutural e inadequação do pré-natal: estudo do PPGSC/UFSC revela quase 4.700 casos evitáveis entre gestantes negras
Publicado em 15/06/2026 às 14:45Racismo estrutural impacta saúde materno-infantil: estudos do PPGSC/UFSC apontam milhares de casos evitáveis de pré-natal inadequado e baixo peso ao nascer entre negros
Duas frentes de uma m
esma pesquisa de doutorado, conduzida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) pela doutoranda Cristianne Galvão, sob orientação do professor João Luiz Bastos, revelam como o racismo estrutural se manifesta nos desfechos mais precoces da vida: a qualidade do pré-natal e o peso dos bebês ao nascer. Juntos, os resultados preliminares indicam que milhares de casos de inadequação do pré-natal e de baixo peso ao nascer entre a população negra poderiam ser evitados caso os municípios brasileiros reduzissem seus níveis de racismo estrutural.O que o estudo investigou
A pesquisa, ainda em andamento, analisou 313 municípios brasileiros com 100 mil habitantes ou mais, no período de 2022 a 2024. Para mensurar o racismo estrutural em cada município, os pesquisadores construíram um índice composto por seis dimensões, a partir de bases de dados públicas nacionais: o Censo 2022, dados do Ensino Superior (2024), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE 2024) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC 2024).
A partir desse índice, os municípios foram comparados quanto a dois desfechos de saúde materno-infantil: a inadequação do pré-natal e o baixo peso ao nascer (definido como peso inferior a 2.500 gramas), sempre observando a diferença entre recém-nascidos e gestantes negras e brancas. Trata-se de um estudo ecológico, com análises de associação em nível municipal ponderadas pelo número de nascidos vivos com peso conhecido.
Pré-natal: quanto maior o racismo estrutural, maior a desigualdade
O primeiro recorte da pesquisa analisou a inadequação do pré-natal — ou seja, o acompanhamento insuficiente da gestação. Os resultados mostram uma associação clara e estatisticamente significativa: municípios com maior racismo estrutural apresentam maiores desigualdades raciais nesse indicador.
Os municípios foram divididos em quatro grupos (quartis), do menor (Q1) ao maior nível de racismo estrutural (Q4). A diferença negra-branca ajustada na inadequação do pré-natal cresce de forma constante entre esses grupos: 3,78 pontos percentuais no Q1, 4,99 no Q2, 5,00 no Q3 e 5,62 no Q4 — uma tendência linear crescente, com significância estatística (p = 0,023).
Para estimar o impacto populacional desse padrão, os pesquisadores simularam um cenário hipotético: e se todos os municípios apresentassem o mesmo nível de racismo estrutural observado no quartil mais baixo (Q1)? Nesse caso, os municípios do grupo de maior racismo estrutural (Q4) poderiam evitar até 4.682 casos de inadequação do pré-natal — o equivalente a 11,8% dos casos observados nesses municípios. Já os municípios dos grupos Q3 e Q2 poderiam evitar, respectivamente, 1.858 (7,8%) e 2.398 (5,9%) casos.
O papel protetor da Atenção Primária à Saúde
Um dos achados mais relevantes para a formulação de políticas públicas é o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na redução dessa iniquidade. Segundo o estudo, maior cobertura da APS está associada a menor desigualdade racial na inadequação do pré-natal: a cada aumento de 10 pontos percentuais na cobertura da APS, a diferença negra-branca nesse indicador cai em 0,34 ponto percentual. O resultado reforça a importância do fortalecimento da rede básica de saúde como estratégia de enfrentamento ao racismo institucional na saúde.
Baixo peso ao nascer: quase 5 mil casos evitáveis
A segunda frente da pesquisa investigou o baixo peso ao nascer, um dos principais preditores de mortalidade infantil, de problemas de desenvolvimento e de doenças crônicas ao longo da vida. Assim como no caso do pré-natal, o estudo encontrou que municípios com maiores níveis de racismo estrutural apresentam maiores iniquidades raciais no percentual de bebês negros nascidos com baixo peso, em comparação a bebês brancos.
A partir dessa associação, os pesquisadores estimam que 4.845 casos de baixo peso ao nascer entre bebês negros poderiam ser evitados nos municípios brasileiros com maiores níveis de racismo estrutural, caso esses municípios apresentassem condições equivalentes às dos municípios com menor racismo estrutural.
Racismo estrutural como determinante de saúde, não fatalidade
Em conjunto, os dois conjuntos de resultados — quase 4.700 casos evitáveis de inadequação do pré-natal e quase 4.850 casos evitáveis de baixo peso ao nascer — desenham um retrato consistente: o racismo estrutural opera como um determinante social de saúde mensurável, que produz consequências concretas e evitáveis já na gestação e no nascimento.
“Não se trata de uma fatalidade biológica, mas de uma consequência mensurável e reversível das condições sociais às quais as mulheres negras estão expostas durante a gestação”, destacam os pesquisadores. Segundo a equipe, todas as associações encontradas no estudo foram estatisticamente significativas.
Por que esses resultados importam
Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas que vão além de intervenções clínicas individuais e enfrentem as raízes sociais das iniquidades em saúde — com destaque para o investimento na Atenção Primária à Saúde, identificada como fator de proteção. Como resumem os autores: “Enfrentar o racismo estrutural é promover equidade em saúde desde o início da vida e salvar vidas.”

Sobre os pesquisadores e o estudo
A pesquisa é conduzida por Cristianne Galvão, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, sob orientação do professor João Luiz Bastos, do Departamento de Saúde Pública da UFSC, com ampla trajetória em estudos sobre iniquidades raciais e sociais em saúde. O manuscrito está em andamento e os resultados apresentados são preliminares.
Para mais informações: joao.bastos@ufsc.br
O manuscrito está em andamento.
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PPGSC participa do lançamento de obra sobre metodologias ativas na formação em saúde
Publicado em 15/06/2026 às 14:29
O Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis, sediou no dia 10 de junho o lançamento da obra Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias, publicada pela Editora Rede Unida. O evento reuniu docentes, estudantes, pesquisadores, profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e representantes de instituições de ensino interessados na qualificação da formação em saúde.A programação teve início com uma oficina vivencial sobre metodologias ativas de ensino-aprendizado (MAEAs), proporcionando aos participantes uma experiência prática de aprendizagem colaborativa e reflexão sobre processos formativos comprometidos com o protagonismo discente, a construção compartilhada do conhecimento e a transformação das práticas em saúde.
Na sequência, ocorreu o lançamento oficial da obra, conduzido pela doutoranda Dipaula Minotto da Silva. A mesa de abertura foi composta pelas organizadoras da publicação, professoras Liliane Parreira Tannús Gontijo, Mirelle Finkler e Marta Inez Machado Verdi, pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC, Prof. Dr. Fernando Hellmann, e pelo Prof. Dr. Samuel Jorge Moysés, autor do prefácio do Volume II. Durante a cerimônia, foram destacadas a trajetória de construção da obra, sua inserção no campo da educação na saúde e a contribuição institucional do PPGSC para o desenvolvimento das atividades que lhe deram origem.
A obra resulta de um processo coletivo de pesquisa-ação desenvolvido no âmbito do programa, no contexto dos dois estágios de pós-doutorado realizados pela Profa. Dra. Liliane Parreira Tannús Gontijo. Ao longo desse percurso, foram articuladas atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo cursos de formação em MAEAs, projetos extensionistas e experiências de ensino-aprendizagem com estudantes, docentes e profissionais do SUS.
Organizada por Liliane Parreira Tannús Gontijo (UFU), Mirelle Finkler (UFSC), Marta Inez Machado Verdi (UFSC) e Roger Flores Ceccon (UFSC), a publicação reúne 43 coautoras e coautores de diferentes instituições e campos de atuação, incluindo estudantes de pós-graduação, docentes e trabalhadores do SUS. Composta por 26 capítulos distribuídos em dois volumes, aborda fundamentos teóricos, experiências formativas e práticas de educação no trabalho, contribuindo para uma formação crítica, ética e socialmente comprometida dos profissionais da saúde.
A publicação contou com apoio institucional do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC e da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que financiaram conjuntamente seu processo de editoração, reafirmando o compromisso dessas unidades
acadêmicas com a produção e a disseminação de conhecimento voltado à qualificação da formação em saúde.Um dos momentos centrais da programação foi dedicado à apresentação da trajetória da obra pelas organizadoras e à participação de autoras e autores de diversos capítulos, que compartilharam com o público as principais contribuições de seus textos para a formação em saúde e para o desenvolvimento de MAEAs.
Disponível em acesso aberto, a obra busca ampliar o acesso ao conhecimento produzido no campo da educação em saúde e contribuir para o fortalecimento de práticas formativas inovadoras, comprometidas com a qualidade da atenção, a equidade e a transformação social.
Ao final do evento, os participantes registraram uma fotografia coletiva, simbolizando a rede de educadores, pesquisadores e profissionais que colaboraram para a construção da obra e reafirmando o compromisso compartilhado com a formação em saúde.
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PPGSC E UNIFAP SE REÚNEM COM A REITORIA DA UFSC PARA TRATAR DA TURMA II DO DINTER EM SAÚDE COLETIVA NO AMAPÁ
Publicado em 12/06/2026 às 12:32
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), realizou reunião com a Reitoria da UFSC para tratar dos encaminhamentos institucionais para a abertura da Turma II do Doutorado Interinstitucional em Saúde Coletiva — DINTER UFSC–UNIFAP, projeto já aprovado pela CAPES por meio do Projeto PCI-Dinter nº 247/2023.Participaram do encontro o Reitor da UFSC, Prof. Irineu Manoel de Souza, a Vice-Reitora, Profª Olga Regina Zigelli Garcia, e a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Profª Débora de Oliveira, ao lado do coordenador do PPGSC/UFSC, Prof. Fernando Hellmann, e da coordenadora do DINTER pela UNIFAP, Profª Luzilena de Sousa Prudêncio.
Importância estratégica para o Amapá
O DINTER UFSC–UNIFAP é mais do que um programa interinstitucional de doutorado. Trata-se de uma ação concreta de solidariedade acadêmica, voltada à redução das históricas assimetrias regionais que marcam a pós-graduação brasileira. Atualmente, o Estado do Amapá não conta com nenhum programa de mestrado ou doutorado em Saúde Coletiva, o que faz da parceria com o PPGSC/UFSC uma iniciativa estruturante para a consolidação da área no extremo norte do país.
A proposta reveste-se de especial significado para o PPGSC, pois está diretamente vinculada à trajetória acadêmica da Profª Luzilena , egressa do Programa no mestrado e no doutorado, ambos realizados sob orientação da Profª Drª Marta Verdi, ex-coordenadora do PPGSC. Ao concluir sua formação em Florianópolis, Luzilena levou para sua terra, o Amapá, onde atua na UNIFAP, a proposta de constituir o DINTER, em um movimento que materializa um dos princípios mais caros à pós-graduação pública brasileira: o de que a formação qualificada deve retornar, em benefício direto, às regiões e populações de origem dos próprios pesquisadores.
Nesse sentido, o DINTER UFSC–UNIFAP cumpre um papel duplo. No curto prazo, forma doutores de alto nível entre docentes e técnicos da UNIFAP, fortalecendo imediatamente o quadro qualificado da instituição. No médio e longo prazo, o programa constrói as bases — em massa crítica docente, produção científica e infraestrutura de pesquisa — para que a própria UNIFAP venha a propor, no futuro, a criação de um Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amapá, com identidade própria e voltado às necessidades de saúde específicas da população amazônica.
Para o PPGSC/UFSC, apoiar essa trajetória é reconhecer no percurso de Luzilena, de estudante egressa a coordenadora de um programa que ajuda a nascer em sua própria região, um exemplo vivo de como a pós-graduação pode atuar como vetor de justiça acadêmica e de desconcentração do conhecimento científico no Brasil.
Resultado da reunião
Como resultado do encontro, foi sinalizada a possibilidade de abertura do edital de seleção da Turma II mesmo enquanto os processos de celebração do convênio entre a UFSC e a UNIFAP seguem em tramitação, atualmente em fase de análise jurídica. Essa possibilidade é viabilizada pelo fato de o projeto já estar integralmente aprovado nas instâncias acadêmicas competentes, tanto na UFSC quanto na CAPES, restando pendente apenas a formalização administrativa do convênio. A medida representa um avanço importante, pois permite que o processo seletivo da nova turma avance em paralelo à tramitação jurídica, evitando atrasos adicionais na formação de novos doutores para a região Norte.
Próximos passos
O PPGSC/UFSC e a UNIFAP seguem trabalhando nos encaminhamentos necessários para a abertura da Turma II do DINTER, reforçando o compromisso da UFSC e do PPGSC com a cooperação interinstitucional e com a redução das assimetrias regionais na formação de pesquisadores em Saúde Coletiva.
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NOTA DE PESAR – Rosilda Veríssimo – Egressa do PPGSC/UFSC
Publicado em 11/06/2026 às 01:28
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da Dra. Rosilda Veríssimo, egressa do Programa e pessoa de referência na enfermagem catarinense. Enfermeira, conselheira e educadora, Rosilda dedicou sua trajetória ao Sistema Único de Saúde, ao ensino, à enfermagem e à saúde coletiva.Rosilda deixa um legado marcado pelo compromisso ético, pela defesa da educação em enfermagem como instrumento de transformação do cuidado e pela contribuição qualificada às instituições de saúde. Construiu uma carreira orientada pela convicção de que a educação no trabalho é um caminho essencial para a reorganização dos serviços de saúde e para a promoção da saúde. Sua atuação foi pautada pela escuta, pelo rigor ético e pela convicção de que os profissionais de saúde, quando apoiados por políticas de educação permanente, podem transformar práticas, instituições e modos de cuidado. Sua trajetória leve, generosa e comprometida permanecerá viva na memória do Programa.
Trajetória Acadêmica
Doutora em Saúde Coletiva pelo PPGSC/UFSC, Rosilda Veríssimo defendeu sua tese em 2016 sob orientação do Prof. Dr. Walter Ferreira de Oliveira. Sua pesquisa de doutorado, intitulada “Política de educação permanente e a possibilidade de hospitais promotores da saúde”, investigou como a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde pode pensar nos hospitais como locais promotores da saúde.
A partir de um estudo qualitativo com profissionais de dois hospitais catarinenses, um público e um privado, a pesquisa demonstrou que a educação permanente, quando assentada na pedagogia participativa e na aprendizagem ao longo da vida, constitui-se em elemento de gestão capaz de reorganizar o hospital como espaço promotor da saúde. A pesquisa de Rosilda Veríssimo permanece como contribuição viva para o campo da saúde coletiva brasileira.
Neste momento de tristeza, o PPGSC/UFSC se solidariza com familiares, amigos, colegas e estudantes, prestando sua homenagem ao dedicado trabalho de Rosilda Veríssimo em prol da saúde coletiva e do cuidado produtor de saúde.
PPGSC/UFSC — Florianópolis, 10 de junho de 2026
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Professor do PPGSC/UFSC ministrará curso internacional sobre medidas de interseccionalidade para pesquisa quantitativa
Publicado em 09/06/2026 às 07:23O professor João Luiz Bastos, do PPGSC/UFSC, foi convidado pelo Intersectionality Training Institute (ITI) para ministrar um dos módulos do curso “Measure It! Strategies for Developing Reliable and Valid Self-Report Intersectionality Measures for Quantitative Research”, que integrará uma série de workshops virtuais ao vivo promovida pela instituição em outubro e novembro de 2026.
O curso acontecerá de forma virtual e ao vivo em duas sessões: 23 de outubro e 6 de novembro de 2026, das 12h às 15h (horário de Brasília: 14h–17h). Bastos dividirá a formação com o professor Ayden Scheim, PhD, pesquisador de renome internacional na área de interseccionalidade e saúde.
Sobre o curso
A iniciativa é voltada a pesquisadores que enfrentam o desafio de operacionalizar construtos interseccionais em estudos quantitativos — seja desenvolvendo novas escalas, seja avaliando a adequação de instrumentos já existentes. O curso é indicado para quem busca medir fenômenos como discriminação, identidades sociais sobrepostas e vulnerabilidades combinadas em diferentes grupos populacionais.
A formação está estruturada em duas partes complementares:
- Parte 1 — Desenvolvimento de novas medidas interseccionais (Prof. Ayden Scheim): aborda a conceituação de medidas inter e intracategoriais compatíveis com os princípios da interseccionalidade, geração de itens, realização de entrevistas cognitivas, elaboração de estudos de validação e análises psicométricas básicas.
- Parte 2 — Avaliação da validade e confiabilidade de medidas (Prof. João Luiz Bastos): foca em validade da estrutura interna (dimensionalidade, discriminação e confiabilidade de itens), construção de evidências de validade de construto externo (convergente, de critério e de rede nomológica) e avaliação da invariância de medida entre estratos interseccionais — tema essencial para estudos intercategoriais.
Ambas as sessões incluirão exemplos aplicados de estudos anteriores, com código analítico, e oportunidades de prática.
Inscrições e Informações
As inscrições ainda não estão abertas pelo sistema online, mas podem ser realizadas por e-mail diretamente com a organização do evento.
- 📧 E-mail: info@intersectionalitytraining.com
- 🔗 Página do curso: intersectionalitytraining.com
















