Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – PPGSC/UFSC
  • Publicado em 10/06/2026 às 18:31
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  • PROCESSO SELETIVO 2026: LOCAIS E HORÁRIOS DA PROVA DE CONHECIMENTO (1ª ETAPA)

    Publicado em 25/05/2026 às 16:00

    A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) informa aos candidatos os dados de data, horário e local para a realização da 1ª Etapa (Prova de Conhecimentos) dos processos seletivos para as Turmas de 2026.

    Mestrado (Edital N° 03/PPGSC/2026)

    • Data: 16 de junho de 2026
    • Horário da prova: das 9h às 12h
    • Local: Auditório da Pós-graduação, Bloco H, térreo, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), Campus Trindade, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC.

    Doutorado (Edital N° 04/PPGSC/2026)

    • Data: 16 de junho de 2026
    • Horário da prova: das 9h às 13 horas
    • Local: Salas H004 e H005, Bloco H, térreo, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Campus Trindade, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC.

    Avisos Importantes aos Candidatos (Ambos os Níveis)

    • Antecedência: Os candidatos deverão apresentar-se com 30 minutos de antecedência no local de realização da prova. Não será permitido o ingresso após o horário previsto para o início da prova.
    • Identificação: O ingresso no local ocorrerá mediante a apresentação de documento de identificação com foto.
    • Materiais permitidos: Durante a prova será permitido apenas o uso de caneta, lápis ou lapiseira, e borracha. Para os candidatos do Doutorado, a prova deverá ser redigida com caneta de tinta azul ou preta. Para os candidatos do Mestrado, o preenchimento do cartão resposta deve ser feito utilizando caneta.
    • Proibições: Não será permitida a comunicação entre os candidatos, o porte e a utilização de computadores, aparelhos celulares ou similares, relógios, livros, anotações, impressos ou qualquer outro material de consulta. O candidato que descumprir esta determinação será excluído do processo seletivo.
    • Término: Os 3 (três) últimos candidatos devem permanecer na sala de prova e somente poderão sair juntos do local.

    Para acompanhar o andamento e todas as publicações referentes a esta seleção, acesse:

    🔗 ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO DO MESTRADO

    🔗 ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO DO DOUTORADO


  • PROCESSO SELETIVO ESTRANGEIROS 2026: INSCRIÇÕES ABERTAS

    Publicado em 28/06/2023 às 16:14

    A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina torna público o edital de seleção para ingresso de ESTRANGEIROS (AS) no curso de Mestrado e Doutorado (Turma 2026):

    🔗ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO PARA ESTRANGEIROS (AS)


  • Racismo estrutural e inadequação do pré-natal: estudo do PPGSC/UFSC revela quase 4.700 casos evitáveis entre gestantes negras

    Publicado em 15/06/2026 às 14:45

    Pesquisa conduzida pela doutoranda Cristianne Galvão, sob orientação do professor João Luiz Bastos, aponta que municípios com maior racismo estrutural concentram as maiores iniquidades raciais na inadequação do pré-natal.

    Um estudo em andamento desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) lança luz sobre uma das faces mais silenciosas do racismo no Brasil: seu impacto já na gestação. A pesquisa, de autoria da doutoranda Cristianne Galvão e orientada pelo professor João Luiz Bastos, estima que 4.682 casos de inadequação do pré-natal entre gestantes negras poderiam ser evitados nos municípios brasileiros com maiores níveis de racismo estrutural — o equivalente a 11,8% dos casos observados nesses municípios.

    O que o estudo investigou

    A pesquisa analisou 313 municípios brasileiros com população igual ou superior a 100 mil habitantes, abrangendo o período de 2022 a 2024. Para mensurar o racismo estrutural, foi construído um índice municipal composto por seis dimensões, a partir de dados públicos nacionais — Censo 2022, dados do Ensino Superior (2024), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE 2024) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC 2024).

    O desfecho investigado foi a inadequação do pré-natal e a iniquidade racial entre gestantes negras e brancas. Trata-se de um estudo ecológico, com análise de associação em nível municipal.

    Racismo estrutural como determinante da saúde

    Os resultados evidenciam uma associação clara e estatisticamente significativa: quanto maior o nível de racismo estrutural em um município, maior a diferença negra-branca na inadequação do pré-natal. Os municípios foram divididos em quatro grupos (quartis), do menor (Q1) ao maior nível de racismo estrutural (Q4). A diferença negra-branca ajustada na inadequação do pré-natal cresce de forma constante entre os grupos: 3,78 pontos percentuais no Q1, 4,99 no Q2, 5,00 no Q3 e 5,62 no Q4 — uma tendência linear crescente estatisticamente significativa (p = 0,023).

    Os pesquisadores também simularam o que aconteceria se os municípios com maior racismo estrutural apresentassem o mesmo nível de racismo observado no quartil mais baixo (Q1). Nesse cenário, os municípios do Q4 (maior racismo estrutural) poderiam evitar 4.682 casos de inadequação do pré-natal, equivalentes a 11,8% dos casos observados. Já nos municípios do Q3 e Q2, seriam evitados 1.858 (7,8%) e 2.398 (5,9%) casos, respectivamente.

    O papel da Atenção Primária à Saúde

    O estudo aponta ainda que a Atenção Primária à Saúde (APS) tem papel protetor: maior cobertura da APS esteve associada a menor iniquidade racial. A cada aumento de 10 pontos percentuais na cobertura da APS, a diferença negra-branca na inadequação do pré-natal cai em 0,34 ponto percentual.

    A estimativa de 4.682 casos potencialmente evitáveis revela a magnitude do problema: não se trata de uma fatalidade, mas de uma consequência mensurável e reversível das condições sociais às quais as mulheres negras estão expostas durante a gestação — e que pode ser mitigada com investimento na Atenção Primária.

    Por que este estudo importa

    A inadequação do pré-natal está associada a piores desfechos para a saúde materna e neonatal. Identificar o racismo estrutural como um de seus determinantes reforça a necessidade de políticas públicas que vão além das intervenções clínicas individuais e enfrentem as raízes sociais das iniquidades em saúde, fortalecendo especialmente a Atenção Primária à Saúde.

    Como destacam os pesquisadores: “Enfrentar o racismo estrutural é promover equidade em saúde desde o início da vida e salvar vidas.”

    Sobre os pesquisadores

    Cristianne Galvão é doutoranda no PPGSC/UFSC. João Luiz Bastos é professor e pesquisador do Departamento de Saúde Pública da UFSC, com ampla trajetória em estudos sobre iniquidades raciais e sociais em saúde. Contato: joao.bastos@ufsc.br

    O manuscrito está em andamento.  


  • PPGSC participa do lançamento de obra sobre metodologias ativas na formação em saúde

    Publicado em 15/06/2026 às 14:29

    O Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis, sediou no dia 10 de junho o lançamento da obra Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias, publicada pela Editora Rede Unida. O evento reuniu docentes, estudantes, pesquisadores, profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e representantes de instituições de ensino interessados na qualificação da formação em saúde.

    A programação teve início com uma oficina vivencial sobre metodologias ativas de ensino-aprendizado (MAEAs), proporcionando aos participantes uma experiência prática de aprendizagem colaborativa e reflexão sobre processos formativos comprometidos com o protagonismo discente, a construção compartilhada do conhecimento e a transformação das práticas em saúde.

    Na sequência, ocorreu o lançamento oficial da obra, conduzido pela doutoranda Dipaula Minotto da Silva. A mesa de abertura foi composta pelas organizadoras da publicação, professoras Liliane Parreira Tannús Gontijo, Mirelle Finkler e Marta Inez Machado Verdi, pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC, Prof. Dr. Fernando Hellmann, e pelo Prof. Dr. Samuel Jorge Moysés, autor do prefácio do Volume II. Durante a cerimônia, foram destacadas a trajetória de construção da obra, sua inserção no campo da educação na saúde e a contribuição institucional do PPGSC para o desenvolvimento das atividades que lhe deram origem.

    A obra resulta de um processo coletivo de pesquisa-ação desenvolvido no âmbito do programa, no contexto dos dois estágios de pós-doutorado realizados pela Profa. Dra. Liliane Parreira Tannús Gontijo. Ao longo desse percurso, foram articuladas atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo cursos de formação em MAEAs, projetos extensionistas e experiências de ensino-aprendizagem com estudantes, docentes e profissionais do SUS.

    Organizada por Liliane Parreira Tannús Gontijo (UFU), Mirelle Finkler (UFSC), Marta Inez Machado Verdi (UFSC) e Roger Flores Ceccon (UFSC), a publicação reúne 43 coautoras e coautores de diferentes instituições e campos de atuação, incluindo estudantes de pós-graduação, docentes e trabalhadores do SUS. Composta por 26 capítulos distribuídos em dois volumes, aborda fundamentos teóricos, experiências formativas e práticas de educação no trabalho, contribuindo para uma formação crítica, ética e socialmente comprometida dos profissionais da saúde.

    A publicação contou com apoio institucional do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC e da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que financiaram conjuntamente seu processo de editoração, reafirmando o compromisso dessas unidades acadêmicas com a produção e a disseminação de conhecimento voltado à qualificação da formação em saúde.

    Um dos momentos centrais da programação foi dedicado à apresentação da trajetória da obra pelas organizadoras e à participação de autoras e autores de diversos capítulos, que compartilharam com o público as principais contribuições de seus textos para a formação em saúde e para o desenvolvimento de MAEAs.

    Disponível em acesso aberto, a obra busca ampliar o acesso ao conhecimento produzido no campo da educação em saúde e contribuir para o fortalecimento de práticas formativas inovadoras, comprometidas com a qualidade da atenção, a equidade e a transformação social.

    Ao final do evento, os participantes registraram uma fotografia coletiva, simbolizando a rede de educadores, pesquisadores e profissionais que colaboraram para a construção da obra e reafirmando o compromisso compartilhado com a formação em saúde.

     


  • PPGSC E UNIFAP SE REÚNEM COM A REITORIA DA UFSC PARA TRATAR DA TURMA II DO DINTER EM SAÚDE COLETIVA NO AMAPÁ

    Publicado em 12/06/2026 às 12:32

    O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), realizou reunião com a Reitoria da UFSC para tratar dos encaminhamentos institucionais para a abertura da Turma II do Doutorado Interinstitucional em Saúde Coletiva — DINTER UFSC–UNIFAP, projeto já aprovado pela CAPES por meio do Projeto PCI-Dinter nº 247/2023.

    Participaram do encontro o Reitor da UFSC, Prof. Irineu Manoel de Souza, a Vice-Reitora, Profª Olga Regina Zigelli Garcia, e a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Profª Débora de Oliveira, ao lado do coordenador do PPGSC/UFSC, Prof. Fernando Hellmann, e da coordenadora do DINTER pela UNIFAP, Profª Luzilena de Sousa Prudêncio.

    Importância estratégica para o Amapá

    O DINTER UFSC–UNIFAP é mais do que um programa interinstitucional de doutorado. Trata-se de uma ação concreta de solidariedade acadêmica, voltada à redução das históricas assimetrias regionais que marcam a pós-graduação brasileira. Atualmente, o Estado do Amapá não conta com nenhum programa de mestrado ou doutorado em Saúde Coletiva, o que faz da parceria com o PPGSC/UFSC uma iniciativa estruturante para a consolidação da área no extremo norte do país.

    A proposta reveste-se de especial significado para o PPGSC, pois está diretamente vinculada à trajetória acadêmica da Profª Luzilena , egressa do Programa no mestrado e no doutorado, ambos realizados sob orientação da Profª Drª Marta Verdi, ex-coordenadora do PPGSC. Ao concluir sua formação em Florianópolis, Luzilena levou para sua terra, o Amapá, onde atua na UNIFAP, a proposta de constituir o DINTER, em um movimento que materializa um dos princípios mais caros à pós-graduação pública brasileira: o de que a formação qualificada deve retornar, em benefício direto, às regiões e populações de origem dos próprios pesquisadores.

    Nesse sentido, o DINTER UFSC–UNIFAP cumpre um papel duplo. No curto prazo, forma doutores de alto nível entre docentes e técnicos da UNIFAP, fortalecendo imediatamente o quadro qualificado da instituição. No médio e longo prazo, o programa constrói as bases — em massa crítica docente, produção científica e infraestrutura de pesquisa — para que a própria UNIFAP venha a propor, no futuro, a criação de um Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amapá, com identidade própria e voltado às necessidades de saúde específicas da população amazônica.

    Para o PPGSC/UFSC, apoiar essa trajetória é reconhecer no percurso de Luzilena, de estudante egressa a coordenadora de um programa que ajuda a nascer em sua própria região, um exemplo vivo de como a pós-graduação pode atuar como vetor de justiça acadêmica e de desconcentração do conhecimento científico no Brasil.

    Resultado da reunião

    Como resultado do encontro, foi sinalizada a possibilidade de abertura do edital de seleção da Turma II mesmo enquanto os processos de celebração do convênio entre a UFSC e a UNIFAP seguem em tramitação, atualmente em fase de análise jurídica. Essa possibilidade é viabilizada pelo fato de o projeto já estar integralmente aprovado nas instâncias acadêmicas competentes, tanto na UFSC quanto na CAPES, restando pendente apenas a formalização administrativa do convênio. A medida representa um avanço importante, pois permite que o processo seletivo da nova turma avance em paralelo à tramitação jurídica, evitando atrasos adicionais na formação de novos doutores para a região Norte.

    Próximos passos

    O PPGSC/UFSC e a UNIFAP seguem trabalhando nos encaminhamentos necessários para a abertura da Turma II do DINTER, reforçando o compromisso da UFSC e do PPGSC com a cooperação interinstitucional e com a redução das assimetrias regionais na formação de pesquisadores em Saúde Coletiva.


  • NOTA DE PESAR – Rosilda Veríssimo – Egressa do PPGSC/UFSC

    Publicado em 11/06/2026 às 01:28

    Dra. Rosilda Veríssimo
    O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da Dra. Rosilda Veríssimo, egressa do Programa e pessoa de referência na enfermagem catarinense. Enfermeira, conselheira e educadora, Rosilda dedicou sua trajetória ao Sistema Único de Saúde, ao ensino, à enfermagem e à saúde coletiva.

    Rosilda deixa um legado marcado pelo compromisso ético, pela defesa da educação em enfermagem como instrumento de transformação do cuidado e pela contribuição qualificada às instituições de saúde. Construiu uma carreira orientada pela convicção de que a educação no trabalho é um caminho essencial para a reorganização dos serviços de saúde e para a promoção da saúde. Sua atuação foi pautada pela escuta, pelo rigor ético e pela convicção de que os profissionais de saúde, quando apoiados por políticas de educação permanente, podem transformar práticas, instituições e modos de cuidado. Sua trajetória leve, generosa e comprometida permanecerá viva na memória do Programa.

    Trajetória Acadêmica

    Doutora em Saúde Coletiva pelo PPGSC/UFSC, Rosilda Veríssimo defendeu sua tese em 2016 sob orientação do Prof. Dr. Walter Ferreira de Oliveira. Sua pesquisa de doutorado, intitulada “Política de educação permanente e a possibilidade de hospitais promotores da saúde”, investigou como a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde pode pensar nos hospitais como locais promotores da saúde.

    A partir de um estudo qualitativo com profissionais de dois hospitais catarinenses, um público e um privado, a pesquisa demonstrou que a educação permanente, quando assentada na pedagogia participativa e na aprendizagem ao longo da vida, constitui-se em elemento de gestão capaz de reorganizar o hospital como espaço promotor da saúde. A pesquisa de Rosilda Veríssimo permanece como contribuição viva para o campo da saúde coletiva brasileira.

    Neste momento de tristeza, o PPGSC/UFSC se solidariza com familiares, amigos, colegas e estudantes, prestando sua homenagem ao dedicado trabalho de Rosilda Veríssimo em prol da saúde coletiva e do cuidado produtor de saúde.

    PPGSC/UFSC — Florianópolis, 10 de junho de 2026


  • Professor do PPGSC/UFSC ministrará curso internacional sobre medidas de interseccionalidade para pesquisa quantitativa

    Publicado em 09/06/2026 às 07:23

    O professor João Luiz Bastos, do PPGSC/UFSC, foi convidado pelo Intersectionality Training Institute (ITI) para ministrar um dos módulos do curso “Measure It! Strategies for Developing Reliable and Valid Self-Report Intersectionality Measures for Quantitative Research”, que integrará uma série de workshops virtuais ao vivo promovida pela instituição em outubro e novembro de 2026.

    O curso acontecerá de forma virtual e ao vivo em duas sessões: 23 de outubro e 6 de novembro de 2026, das 12h às 15h (horário de Brasília: 14h–17h). Bastos dividirá a formação com o professor Ayden Scheim, PhD, pesquisador de renome internacional na área de interseccionalidade e saúde.

    Sobre o curso

    A iniciativa é voltada a pesquisadores que enfrentam o desafio de operacionalizar construtos interseccionais em estudos quantitativos — seja desenvolvendo novas escalas, seja avaliando a adequação de instrumentos já existentes. O curso é indicado para quem busca medir fenômenos como discriminação, identidades sociais sobrepostas e vulnerabilidades combinadas em diferentes grupos populacionais.

    A formação está estruturada em duas partes complementares:

    • Parte 1 — Desenvolvimento de novas medidas interseccionais (Prof. Ayden Scheim): aborda a conceituação de medidas inter e intracategoriais compatíveis com os princípios da interseccionalidade, geração de itens, realização de entrevistas cognitivas, elaboração de estudos de validação e análises psicométricas básicas.
    • Parte 2 — Avaliação da validade e confiabilidade de medidas (Prof. João Luiz Bastos): foca em validade da estrutura interna (dimensionalidade, discriminação e confiabilidade de itens), construção de evidências de validade de construto externo (convergente, de critério e de rede nomológica) e avaliação da invariância de medida entre estratos interseccionais — tema essencial para estudos intercategoriais.

    Ambas as sessões incluirão exemplos aplicados de estudos anteriores, com código analítico, e oportunidades de prática.

    Inscrições e Informações

    As inscrições ainda não estão abertas pelo sistema online, mas podem ser realizadas por e-mail diretamente com a organização do evento.

    Card de divulgação do curso Measure It!

  • PPGSC/UFSC promove oficina e lançamento de obra sobre metodologias ativas na formação em saúde

    Publicado em 03/06/2026 às 11:49

    No dia 10 de junho de 2026, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) participará de uma programação dedicada à reflexão e ao fortalecimento das metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação em saúde. As atividades ocorrerão no Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis, reunindo docentes, estudantes, pesquisadores e profissionais dos serviços de saúde.

    A programação será composta por dois momentos integrados. Das 14h às 16h, será realizada a oficina vivencial “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde”, destinada a pessoas interessadas em conhecer e experimentar estratégias pedagógicas centradas na participação ativa dos estudantes, na aprendizagem colaborativa e na articulação entre teoria e prática.

    Na sequência, das 16h30 às 18h30, ocorrerá o lançamento da obra “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias”, publicada pela Editora Rede Unida e disponibilizada em acesso aberto.

    A publicação resulta de um processo coletivo de pesquisa-ação desenvolvido no âmbito do PPGSC/UFSC, durante os dois estágios de pós-doutorado realizados pela Profa. Dra. Liliane Tannús Gontijo. Ao longo desse percurso, foram articuladas atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo cursos de formação em metodologias ativas, projetos extensionistas e experiências desenvolvidas com estudantes, docentes e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A obra reúne 38 autores, dos quais 19 são catarinenses, incluindo estudantes de pós-graduação, docentes e trabalhadores da rede de serviços do SUS. Composta por 26 capítulos distribuídos em dois volumes, a publicação apresenta reflexões teóricas, experiências formativas e relatos de práticas pedagógicas voltadas à qualificação da formação em saúde. Diversos capítulos tiveram origem em experiências de aprendizagem desenvolvidas nos cursos de extensão em metodologias ativas ofertados na UFSC ao longo dos pós-doutorados.

    A iniciativa também dialoga com atividades promovidas pelo NUPEBISC (Núcleo de Pesquisa em Bioética e Saúde Coletiva), que, nos anos de 2024 e 2025, realizou encontros e discussões voltados às metodologias ativas, à formação crítica e à inovação pedagógica na saúde. A organização da obra é de Liliane Tannús Gontijo (UFU), Mirelle Finkler (UFSC), Marta Verdi (UFSC) e Roger Ceccon (UFSC).

    Programação

    📍 Local: Museu da Escola Catarinense (MESC) – Florianópolis

    • 🕒 14h às 16h: Oficina vivencial “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde”
    • 🕒 16h30 às 18h30: Lançamento da obra “Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem na Saúde: saberes, práticas, técnicas e tecnologias”

    Haverá coffee break entre as atividades. As vagas para a oficina são limitadas.

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  • Tese de Izaltina Adão sobre Promoção da Saúde na Atenção Primária é indicada pelo PPGSC/UFSC ao Prêmio CAPES de Tese 2026

    Publicado em 01/06/2026 às 21:03

    A tese “Avaliação da operacionalização da Promoção da Saúde na Atenção Primária: cenário, desafios e perspectivas”, de autoria de Izaltina Adão, foi selecionada pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) para representar o Programa no Prêmio CAPES de Tese — Edição 2026.

    Orientada pela Profa. Dra. Claudia Flemming Colussi (UFSC) e coorientada pela Profa. Dra. Dais Gonçalves Rocha (UnB), a tese desenvolveu, validou e aplicou um modelo avaliativo inédito para a operacionalização da Promoção da Saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, composto por 45 indicadores organizados em quatro dimensões: estrutura, gestão, integralidade do cuidado, e educação e comunicação. O estudo, conduzido em diferentes contextos territoriais a partir do Índice Brasileiro de Privação, evidenciou uma operacionalização intermediária, pouco institucionalizada e marcada por fragilidades estruturais — apontando, ao mesmo tempo, o potencial transformador da APS quando sustentada por intersetorialidade, participação social e educação permanente.

    A indicação foi homologada pelo Edital nº 02/PPGSC/2026, após avaliação da Comissão designada pela Portaria nº 30/PPGSC/2026, constituída pelos(as) Professores(as) Doutores(as) Rodrigo Otávio Moretti Pires (Presidente), Ana Luiza de Lima Curi Hallal, Ana Lucia Danielewicz, Douglas Francisco Kovaleski e Maria Cristina Marino Calvo, que atribuiu ao trabalho a nota máxima 10,0. A inscrição na CAPES foi efetivada em 1º de junho de 2026, sob o nº 29934.

    Originalidade e Impacto

    A tese enfrenta uma lacuna científica histórica: a ausência de modelos avaliativos estruturados e validados capazes de analisar, de forma abrangente, como a Promoção da Saúde se materializa no cotidiano da APS. Seu impacto já extrapola o território investigado, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e para o fortalecimento de políticas públicas em saúde.

    Produção Científica e Disseminação

    Da tese resultaram seis artigos científicos (publicados, aceitos, em avaliação ou submetidos) em periódicos como Saúde em Debate, Saúde e Sociedade, Revista Brasileira em Promoção da Saúde e Cadernos de Saúde Pública. Os resultados também foram apresentados em diversos espaços estratégicos, entre eles:

    • Ministério da Saúde: Departamento de Promoção da Saúde (SAPS/DEPROS).
    • CONASS: Reunião mensal com as Secretarias Estaduais de Saúde.
    • Telessaúde: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
    • 18th World Congress on Public Health: África do Sul, 2026.
    • Encontro Latino-Americano de M&A em Promoção da Saúde.
    • 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (ABRASCO): Mesa-redonda, comunicação oral e oficina pré-congresso.
    • Oficina Estadual do Amazonas (CNPq/MS/SAPS/DEPROS nº 05/2023), com contribuição técnica para a minuta da Política Estadual de Promoção da Saúde.

    Sobre a Autora

    Foto de Izaltina Adão

    Doutora em Saúde Coletiva pela UFSC, mestra em Gestão de Saúde pela FGV/SP e integrante da coordenação executiva do GT de Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável da ABRASCO (biênios 2024–2027), Izaltina Adão também atua como professora voluntária no Departamento de Saúde Pública da UFSC e como pesquisadora vinculada ao NEPAS, LAPEPS e LASAT.

    O PPGSC/UFSC parabeniza a autora, a orientadora e a coorientadora pela indicação e deseja sucesso na disputa nacional.