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Publicado em 02/07/2026 às 17:20
Acessos Rápidos -
PROCESSO SELETIVO DINTER II (2026): RESULTADO FINAL PROVISÓRIO PUBLICADO
Publicado em 19/06/2026 às 18:11 (Atualizado em 27/08/2026 às 16:25)O PPGSC/UFSC informa que a publicação do resultado final e o início das aulas da turma DINTER II estão condicionados à celebração do acordo de cooperação acadêmica entre a UFSC e a UNIFAP, atualmente em tramitação. Novas informações serão divulgadas nesta página.
Para consultar o desempenho nas etapas e acompanhar o edital, acesse:
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SELEÇÃO DE BOLSISTAS FAPESC DE MESTRADO E DOUTORADO: HOMOLOGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES
Publicado em 25/05/2026 às 16:00 (Atualizado em 08/09/2026 às 17:53)A Comissão de Bolsas e Finanças do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) torna público o resultado da homologação das inscrições referente ao processo de seleção interna de candidatos(as) às bolsas FAPESC de Mestrado (Edital nº 07/PPGSC/2026) e Doutorado (Edital nº 08/PPGSC/2026).
Confira a lista de inscrições homologadas, as orientações para eventual interposição de recursos e o cronograma completo das próximas etapas diretamente na página do processo seletivo.
🔗 ACESSE A PÁGINA DOS EDITAIS E ACOMPANHE O PROCESSO SELETIVO
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PPGSC/UFSC participa do Encontro Nacional do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, em Manaus
Publicado em 16/09/2026 às 12:03O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC esteve representado na segunda edição de 2026 do Encontro Nacional do Fórum de Coordenadores e Coordenadoras de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (FCPSC) da Abrasco, realizada nos dias 14 e 15 de setembro, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), em Manaus (AM). O coordenador do Programa, professor Fernando Hellmann, acompanhou integralmente os dois dias de atividades, que reuniram 115 participantes como parte do pré-congresso do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (10º CSHS).
O Fórum reúne representantes dos programas de pós-graduação da área em todo o país para compartilhar experiências e demandas relacionadas à formação em saúde. Em 2026, o espaço completa 30 anos.
Assimetrias regionais e fortalecimento dos programas
O primeiro dia foi dedicado ao contexto atual da pós-graduação em Saúde Coletiva. O painel “A pós-graduação em Saúde Coletiva e assimetrias nacionais: territórios, saberes e cooperação nacional” reuniu as pesquisadoras Luiza Garnelo (Fiocruz Amazônia), Sônia Maria Lemos (UEA), Priscila Marcheti (UFMS) e Edi Franciele Ries (UFSM), que evidenciaram os desafios dos programas do Norte e Centro-Oeste — extensão territorial, menor número de programas e menor disponibilidade de recursos — e apontaram a cooperação interinstitucional e a formação de redes como caminhos para reduzir desigualdades.
A vice-presidente da Abrasco, Carmem Leitão, destacou o papel articulador do Fórum, que “reúne produção de conhecimento, formação crítica e valorização de todos os sujeitos que fazem parte da Saúde Coletiva e atuam em defesa da população brasileira”. Na abertura, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEA, Roberto Sanches Mubarac Sobrinho, sublinhou a dimensão política da iniciativa: “Este fórum e nosso papel, enquanto cursos e instituições, é debater a democracia e discutir qual tipo de país queremos”.
Também foram apresentadas a segunda edição do Curso Nacional de Fortalecimento dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e a abertura da seleção de mentores do Projeto de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva, que selecionará até 17 pesquisadores para acompanhar até 57 programas. À tarde, os coordenadores se dividiram em grupos de trabalho — acadêmicos e profissionais — para discutir práticas bem-sucedidas, barreiras e ações colaborativas prioritárias.
Informes da CAPES e os 30 anos do Fórum
No segundo dia, a coordenadora da área de Saúde Coletiva na CAPES, Aylene Bousquat, a coordenadora adjunta de programas acadêmicos, Suely Deslandes, e o coordenador adjunto de programas profissionais, Alberto Novaes Ramos Jr., trouxeram informes sobre o cadastro da produção acadêmica, o registro de Produtos Técnico-Tecnológicos (PTTs) e o Seminário de Meio Termo da CAPES 2025-2028, previsto para 21 e 22 de outubro de 2027, em Brasília (DF). Na sequência, foi apresentado documento orientador para a elaboração de propostas de cursos novos (APCN).
A tarde foi marcada pela mesa-redonda comemorativa dos 30 anos do FCPSC, com os ex-coordenadores Aylene Bousquat, Ricardo Mattos e Antônio Rodrigues Ferreira Jr., que recuperaram marcos como a constituição do Fórum em 1996, a proposta alternativa ao modelo de avaliação da CAPES em 2017 e as articulações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.
Ao final, o grupo elegeu a nova coordenação colegiada, ampliada de quatro para cinco integrantes para contemplar todas as regiões do país: foram eleitos Mathias Roberto Loch (UEL), representando a região Sul — onde se situa o PPGSC/UFSC —, e Priscila Marcheti Fiorin (UFMS), pelo Centro-Oeste. O próximo Encontro Nacional acontecerá nos dias 13 e 14 de maio de 2027, em Natal (RN).
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Egresso do PPGSC toma posse como professor efetivo da Universidade Federal do Paraná
Publicado em 09/09/2026 às 20:55João Batista de Oliveira Junior, mestre (2019) e doutor (2024) em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, tomou posse como professor efetivo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no dia 8 de outubro de 2025, passando a integrar o corpo docente do curso de Bacharelado em Saúde Coletiva do Setor Litoral, em Matinhos. A nomeação representa a continuidade de uma trajetória construída no PPGSC/UFSC e reafirma a contribuição do Programa para a formação de docentes e pesquisadores comprometidos com a produção de conhecimento, a defesa da universidade pública e a qualificação da Saúde Coletiva brasileira.
Um sanitarista formando sanitaristas
A chegada de João Batista ao Setor Litoral da UFPR tem um significado particular para o campo: trata-se de um dos cursos pioneiros de graduação em Saúde Coletiva no país, com projeto pedagógico que remonta a 2008, período de expansão dos bacharelados na área, e organizado em torno de uma proposta formativa que articula ensino, comunidade e território no litoral paranaense.
Formar novos sanitaristas em uma universidade pública federal ganha ainda mais densidade no momento em que a profissão acaba de ser regulamentada no Brasil. Não por acaso, o egresso é um dos autores do editorial “A regulamentação da profissão de sanitarista como estratégia de qualificação da gestão do SUS”, publicado neste ano na revista Saúde em Redes e assinado também por outras duas egressas do PPGSC/UFSC — tema já noticiado por este Programa.
Do corpo medicalizado ao corpo reconhecido
A trajetória de João Batista no PPGSC/UFSC foi construída ao longo de sete anos, sempre com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e tem nas práticas corporais e esportivas um fio condutor consistente.
No mestrado (2017–2019), sob orientação da professora Márcia Grisotti, defendeu a dissertação “Práticas corporais e o processo de medicalização social na atenção primária à saúde”, na qual examinou como as práticas corporais são incorporadas — e por vezes capturadas — pelas lógicas de medicalização que atravessam o cuidado na atenção primária.
No doutorado (2019–2024), orientado pelo professor Rodrigo Otávio Moretti-Pires, deslocou o olhar do corpo medicalizado para o corpo reconhecido. A tese “Transexualidade e práticas esportivas: a promoção da saúde como forma de reconhecimento” (2024) mobiliza a teoria do reconhecimento para analisar a participação de pessoas trans no esporte, tratando a promoção da saúde não apenas como estímulo a comportamentos saudáveis, mas como processo de afirmação de sujeitos historicamente submetidos ao desrespeito e à invisibilidade institucional.
Ao articular minorias sexuais e de gênero, esporte e promoção da saúde, a pesquisa se soma ao conjunto de investigações do PPGSC/UFSC voltadas à equidade e ao enfrentamento das iniquidades que atingem populações vulnerabilizadas no SUS.
“A realização de um sonho”
Em mensagem enviada ao Programa, o egresso compartilhou a conquista:
“Ingressar como professor efetivo no curso de Bacharelado em Saúde Coletiva da UFPR representa a realização de um sonho e um projeto construído ao longo de muitos anos de formação. O PPGSC/UFSC foi um espaço fundamental para minha trajetória, fortalecendo meu compromisso com a pesquisa, a docência e a defesa do SUS. Hoje, tenho a alegria de contribuir para a formação de novos sanitaristas em uma universidade pública federal, dando continuidade aos valores e aprendizados que construí durante a minha formação.”
A posse de João Batista de Oliveira Junior na UFPR é também um retrato do que uma pós-graduação pública é capaz de produzir: a formação construída em Florianópolis chega agora às salas de aula de Matinhos, no litoral do Paraná, na formação de novas gerações de sanitaristas. O PPGSC/UFSC parabeniza o egresso pela conquista e celebra mais um passo na consolidação da Saúde Coletiva como campo de ensino, pesquisa e atuação profissional no Brasil.
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Discentes e egresso do PPGSC/UFSC participam do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, na FURB, Blumenau
Publicado em 02/09/2026 às 16:02 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:07)Discentes e um egresso do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) participaram do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (PPGSC/FURB), realizado entre os dias 26 e 28 de agosto de 2026.
No dia 28 de agosto, os pesquisadores apresentaram trabalhos desenvolvidos em suas pesquisas, contribuindo para o debate proposto pelo evento sobre os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva.
Apresentações e Trabalhos
Juliberta Alves de Macêdo, orientanda da Profa. Dra. Josimari Telino de Lacerda, apresentou o trabalho “Teledermatologia na organização do acesso à atenção especializada: encaminhamentos e manejo na Atenção Primária à Saúde”, discutindo o uso da telessaúde como estratégia de qualificação do acesso e da regulação assistencial no Sistema Único de Saúde.
Gabriela Fabris, orientanda da Profa. Dra. Felipa Rafaela Amadigi, apresentou o estudo “Desenho da Política de Aborto Legal no Sistema Único de Saúde: uma análise a partir da abordagem de Policy Design”, analisando a formulação e a implementação dessa política pública a partir de referenciais teóricos da análise de políticas.
Eduardo Costa, orientando da Profa. Dra. Sheila Rubia Lindner, apresentou a pesquisa “Políticas públicas de proteção ao idoso na região Sul do Brasil: analisando o enfrentamento à violência financeira”, discutindo os arranjos institucionais voltados à proteção da população idosa diante de uma forma de violência ainda pouco visibilizada.
Thamara Garcia Del Mir, orientanda das Profas. Dras. Sheila Rubia Lindner e Elza Berger Salema Coelho, apresentou o trabalho “Desigualdades de gênero, iniquidades e determinantes sociais: análise das tentativas de suicídio notificadas em Santa Catarina entre 2015 e 2022”, evidenciando como marcadores sociais de gênero e desigualdade se relacionam à ocorrência desses eventos no estado.
Já o egresso João Batista de Oliveira Junior, doutor pelo PPGSC/UFSC desde 2024 e orientando do Prof. Dr. Rodrigo Otávio Moretti-Pires, apresentou o trabalho “Formação crítica para a diversidade e equidade: uma experiência docente nas Interações Culturais e Humanísticas”, refletindo sobre práticas pedagógicas voltadas à formação crítica e à equidade no ensino superior.
A participação no congresso reafirma o compromisso do PPGSC/UFSC com a produção de conhecimento crítico e comprometido com a transformação das realidades de saúde, fortalecendo o diálogo entre programas de pós-graduação e a construção coletiva do campo da Saúde Coletiva.
João Batista de Oliveira Junior, Eduardo Costa, Thamara Garcia Del Mir, Juliberta Alves de Macêdo e Gabriela Fabris (da esquerda para direita)
Doutorando Eduardo Costa
Doutoranda Gabriela Fabris
Doutoranda Thamara Garcia Del Mir

Doutoranda Juliberta Alves de Macêdo

Egresso João Batista de Oliveira Junior
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Profa. Marta Verdi participa do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, na FURB, Blumenau
Publicado em 28/08/2026 às 16:00 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:07)A Profa. Marta Verdi, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC), participou do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (PPGSC/FURB).
A professora integrou a Mesa de Abertura “Saúde Coletiva: justiça social, sistemas de saúde e bem viver”, ao lado da pesquisadora Lígia Giovanella, da Fiocruz. O encontro promoveu reflexões sobre os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva, reafirmando sua dimensão política e seu compromisso histórico com a democracia, a justiça social e a defesa de sistemas universais de saúde.
Em sua intervenção, Marta Verdi abordou o tema a partir da perspectiva da Bioética crítico-social, articulando três referenciais ético-políticos: Giovanni Berlinguer e a bioética cotidiana para pensar as desigualdades em saúde como problema ético; Aníbal Quijano, com a compreensão da colonialidade como estrutura histórica das desigualdades; e Alberto Acosta, a partir do Bem Viver como crítica ao horizonte desenvolvimentista e possibilidade de construção de outros modos de existência.
No debate, destacou que falar de Saúde Coletiva significa discutir as próprias condições concretas de existência e os modos pelos quais as sociedades distribuem as possibilidades de viver, adoecer e morrer. Nessa perspectiva, saúde envolve democracia, trabalho, renda, moradia, alimentação, gênero, raça, território, ambiente, participação política, reconhecimento e dignidade.
A professora também ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) como expressão de um projeto ético-político forjado no processo de redemocratização brasileira. Mais do que princípios organizativos, universalidade, integralidade e equidade foram apresentados como princípios éticos de sustentação da vida coletiva, reafirmando o direito à saúde e a responsabilidade pública com a proteção da vida.
Outro eixo central da apresentação foi a relação entre justiça social e justiça ambiental, chamando atenção para a distribuição desigual dos impactos das mudanças climáticas e dos modelos de desenvolvimento extrativistas sobre populações e territórios. Nesse contexto, o Bem Viver foi surge como uma provocação ética e política questionando a lógica do crescimento econômico ilimitado e propõe relações orientadas pela reciprocidade, solidariedade, suficiência, comunidade, respeito à diversidade e integração entre seres humanos e natureza.
Ao final, Marta Verdi reforçou o compromisso da Saúde Coletiva e da Bioética com a transformação social e com a construção de futuros nos quais nenhuma vida seja considerada descartável e nenhum território seja considerado sacrificável. A reflexão foi sintetizada em uma questão que envolve o presente e as gerações futuras: “Que relações precisamos transformar, aqui e agora, para que ainda existam mundos possíveis para serem vividos?”
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Professor do PPGSC/UFSC participa do Simpósio de 60 anos da Revista de Saúde Pública
Publicado em 27/08/2026 às 21:34 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:06)No próximo dia 28 de agosto de 2026, a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) realizará o Simpósio Comemorativo dos 60 Anos da Revista de Saúde Pública: Legado e Inovação Editorial, reunindo pesquisadores, editores e especialistas para celebrar a trajetória de um dos principais periódicos científicos da área no Brasil e discutir desafios atuais e futuros da saúde pública e da comunicação científica.
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC (PPGSC/UFSC) estará representado no evento pelo Prof. Dr. João Luiz Bastos, docente do Programa e editor-chefe da Revista de Saúde Pública (RSP). Além de integrar a equipe editorial responsável pela revista neste momento de celebração de seus 60 anos, o professor participará do simpósio como mediador da mesa-redonda “A RSP no cenário epidemiológico de grandes temas de saúde pública no Brasil”.
A mesa será realizada às 13h30 e contará com a participação das professoras Marcia Couto (FMUSP), Maria Anice Sallum (FSP-USP) e Tatiana Toporcov (FSP-USP). A discussão abordará a contribuição da RSP para a produção e a divulgação de conhecimento sobre grandes questões epidemiológicas e de saúde pública no país, recuperando sua trajetória e debatendo desafios para os próximos anos.
60 anos de contribuição à Saúde Pública
Fundada em 1967, a Revista de Saúde Pública consolidou-se como um dos principais periódicos científicos da área no Brasil e na América Latina. O simpósio celebra seis décadas de contribuição à produção e à disseminação do conhecimento científico e, ao mesmo tempo, propõe um olhar para as transformações em curso na ciência e na publicação acadêmica.
A programação terá início às 9h, com abertura solene, seguida da palestra “A pesquisa científica, desafios, polêmicas e artigos na RSP”, ministrada pelo Prof. Dr. Carlos Augusto Monteiro (FSP-USP).
Às 10h10, Rita Barradas Barata (FCMSCSP), Abel Packer (SciELO) e Francisco Paletta (ABCD-USP) participarão da mesa-redonda “Perspectivas para a divulgação científica no Brasil”, com mediação de Leopoldo Antunes (FSP-USP).
Após a mesa mediada pelo Prof. João Luiz Bastos, a programação da tarde prossegue, às 15h30, com o debate “Inteligência artificial e o futuro da ciência em saúde”, reunindo Giovanni Cerri (FMUSP), Keisyanne Moura (FSP-USP) e Ana Estela Haddad (FOUSP), com mediação de Alexandre Chiavegatto Filho (FSP-USP).
O evento será encerrado às 17h e haverá emissão de certificado aos participantes.
Serviço
Simpósio Comemorativo dos 60 Anos da Revista de Saúde Pública: Legado e Inovação Editorial
📅 Data: 28 de agosto de 2026
🕘 Horário: 9h às 17h
📍 Local: Auditório Paula Souza (térreo), Faculdade de Saúde Pública da USP
📝 Inscrições: https://forms.gle/2uJSc6fE3vx4TeWw9 -
Egressa do PPGSC toma posse como professora de Fonoaudiologia na Universidade Federal de Lavras
Publicado em 27/08/2026 às 17:16 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:08)Eliana Funk, mestre (2020) e doutora (2025) em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, tomou posse como professora do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. Vinculada à Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da instituição, ela ministrará disciplinas na área de Saúde Coletiva e atua também como vice-coordenadora pro tempore do curso de graduação.
A chegada de Eliana à UFLA acompanha um movimento de expansão da universidade mineira, que passou a ofertar a graduação em Fonoaudiologia entre seus novos cursos na área da saúde. A presença de uma docente formada integralmente em Saúde Coletiva na composição do corpo docente reforça a perspectiva de uma formação fonoaudiológica atenta ao Sistema Único de Saúde (SUS), à determinação social do processo saúde-doença e à atuação no cuidado em rede.
Da terapia intensiva ao pensamento crítico em Saúde Coletiva
Graduada em Fonoaudiologia (2014), com especializações em Saúde Coletiva (2015) e em Saúde do Idoso (2016), Eliana Funk atuou por sete anos em Unidade de Terapia Intensiva Adulto, com ênfase na avaliação e no manejo dos distúrbios da deglutição e na reabilitação fonoaudiológica de pacientes em contextos de alta complexidade. Em 2022, foi professora substituta de Saúde Coletiva no Departamento de Fonoaudiologia da UFSC.
A trajetória na pós-graduação começou em 2018, com o mestrado, e teve continuidade no doutorado, concluído em 2025 — ambos sob orientação da professora Eleonora d’Orsi, do Departamento de Saúde Pública da UFSC. É também pesquisadora do Estudo de Coorte EpiFloripa Idoso e do Projeto Caminhos do Trabalho Brasil.
Apoio social e declínio cognitivo: uma agenda de pesquisa sobre envelhecimento
As duas pesquisas desenvolvidas por Eliana no PPGSC se debruçaram sobre uma questão central para o envelhecimento populacional brasileiro: de que modo o apoio social se relaciona com o declínio cognitivo em pessoas idosas.
Na dissertação de mestrado, “Apoio social e declínio cognitivo em idosos mediado por sintomas depressivos: Estudo EpiFloripa” (2020), investigou o papel mediador dos sintomas depressivos nessa relação. Na tese de doutorado, “Apoio social e declínio cognitivo em idosos pré e pós pandemia Covid-19: estudo longitudinal EpiFloripa Idoso” (2025), ampliou a análise para o período da pandemia de Covid-19, marcado pelo distanciamento físico e pela ruptura de vínculos e rotinas de convivência — um cenário que colocou o apoio social no centro do debate sobre saúde mental e cognitiva da população idosa.
Os dois estudos se apoiam no EpiFloripa Idoso, coorte de base populacional conduzida na UFSC que acompanha ao longo dos anos as condições de vida e saúde de pessoas idosas residentes em Florianópolis, e que se consolidou como uma das principais fontes brasileiras de evidências longitudinais sobre envelhecimento.
“Mais do que me formar mestre e doutora”
Em mensagem enviada ao Programa, a egressa compartilhou a conquista e agradeceu à formação recebida:“Gostaria de aproveitar este momento para expressar minha profunda gratidão ao Programa e a todos os seus professores e professoras, que foram fundamentais para que esse momento fosse possível. Agradeço por cada aula, cada discussão, cada questionamento e cada oportunidade de aprendizado. Mais do que me formar mestre e doutora, o Programa contribuiu para a minha formação como cientista e, sobretudo, para o desenvolvimento do meu pensamento crítico.Tenho por todos vocês muito carinho, respeito e admiração, e guardarei com muito afeto tudo o que vivi e aprendi durante minha trajetória no Programa.”
Histórias como a de Eliana Funk dizem muito sobre o alcance de um programa de pós-graduação em uma universidade pública: a formação construída em Florianópolis chega agora às salas de aula de Lavras, na formação de novas gerações de fonoaudiólogas e fonoaudiólogos comprometidos com o SUS. O PPGSC/UFSC parabeniza a egressa pela conquista e celebra mais um passo na consolidação da Saúde Coletiva como campo de ensino, pesquisa e atuação profissional no Brasil.
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PPGSC/UFSC realiza 1º Seminário de Políticas Afirmativas na Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Publicado em 21/08/2026 às 10:38 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:08)O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) realizou, nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, o 1º Seminário de Políticas Afirmativas na Pós-Graduação em Saúde Coletiva. O evento aconteceu no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC), reunindo docentes, discentes, egressos e representantes de coletivos estudantis para debater os desafios e as potencialidades das políticas afirmativas no campo da Saúde Coletiva, no Brasil e em Santa Catarina.
A realização foi do PPGSC/UFSC em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará (UFC), com apoio do Departamento de Saúde Pública da UFSC, do Núcleo de Pesquisas em Bioética e Saúde Coletiva (Nupebisc/UFSC) — que celebra 15 anos de atuação em 2026 —, do Coletivo de Discentes do PPGSC/UFSC, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do projeto Afirmaê! Saúde Coletiva.
O seminário deu sequência à recepção da turma ingressante de 2026 do programa, iniciada em 17 de agosto com atividades de acolhimento conduzidas pela coordenação do PPGSC e pelo Coletivo de Discentes. Na mesma data, a Aula Inaugural do PPGSC 2026, ministrada pelo professor Marcelo Eduardo Pfeiffer Castellanos, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), abordou o tema “Políticas afirmativas e as transformações para o campo da Saúde Coletiva”, antecipando os debates que se seguiriam no seminário.
Abertura e primeira mesa de debates
A programação oficial do seminário teve início no dia 18 de agosto, no Auditório Lúcio Botelho, com a abertura institucional às 9h, contando com representantes da Reitoria, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), da direção do CCS, da coordenação do PPGSC, da chefia do Departamento de Saúde Pública e da coordenação geral e local da pesquisa multicêntrica sobre políticas afirmativas que fundamenta o seminário.
Na sequência, das 9h30 ao meio-dia, foi realizada a primeira mesa de debates, “Desafios e Potencialidades das Políticas Afirmativas no Brasil e em Santa Catarina”, com mediação da professora Marta Verdi, da UFSC. Participaram como expositores Marcelo Castellanos, coordenador da pesquisa multicêntrica sobre políticas afirmativas na pós-graduação em Saúde Coletiva vinculada ao ISC/UFBA; Miguel Eusébio, também da pesquisa sobre políticas afirmativas, pela UFC; Evelise Santos Souza, da Proafe/UFSC; um representante da Cátedra Antonieta de Barros da UFSC; Mirê Chagas, da Rede Trans UFSC; e Karla Garcia Luiz, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). A mesa discutiu como o racismo estrutura o acesso e a permanência na pós-graduação e de que forma as políticas afirmativas, em nível nacional e catarinense, têm buscado enfrentar essas desigualdades.
À tarde, das 14h às 17h, ocorreu a segunda mesa de debates, dedicada à percepção discente sobre políticas e ações afirmativas. Com mediação de Thaiara Lago, discente do PPGSC/UFSC, o debate reuniu os egressos do programa Giordano Azevedo e Yuri Eller Verzola; Flávia Thaís Michel, do Coletivo de Mães da UFSC; Laura Parintintin (Maria Lauri Prestes da Fonseca), do Coletivo Indígena da UFSC; Sabado Gomes Dabó, do Coletivo de Imigrantes da UFSC; e as discentes Cíntia Santos e Priscyla Ludtke, do Coletivo de Discentes do PPGSC/UFSC. A conversa deu voz a estudantes e egressos sobre suas trajetórias dentro do programa e sobre os efeitos concretos — e os limites — das políticas afirmativas na permanência discente.
Oficinas de encerramento
No segundo dia, 19 de agosto, o seminário foi encerrado com duas oficinas na Sala H005, ambas sob o eixo “Ancestralidade, Cuidado e Interseccionalidade em Saúde”.
A primeira oficina, realizada pela manhã e aberta a estudantes, docentes e egressos do PPGSC/UFSC, reuniu cerca de 25 participantes com o objetivo de situar cada participante em seu contexto histórico, racial e social, propondo uma forma de apresentação que rompesse com o modelo tradicional centrado no currículo acadêmico.
À tarde, a segunda oficina foi voltada especificamente aos estudantes de pós-graduação e teve como atividade prática uma cartografia dos afetos e das relações de poder, exercício voltado a mapear como o cuidado se manifesta na prática cotidiana do programa e a identificar tanto os pontos de tensão quanto os laços de afeto construídos entre a comunidade discente.
Com essa primeira edição, o PPGSC/UFSC consolida um espaço permanente de debate sobre políticas afirmativas dentro da pós-graduação, articulando pesquisa, formação e escuta das vivências de estudantes e egressos — um passo que o programa sinaliza pretender manter nas próximas turmas.
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Pesquisa e gestão pública se articulam em experiência apresentada por doutoranda do PPGSC em evento regional
Publicado em 20/08/2026 às 13:18 (Atualizado em 20/08/2026 às 13:38)A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Thamara Garcia Del Mir, participou, na quarta-feira (12), da Semana Regional de Políticas Públicas e Inovação, realizada na Câmara de Vereadores de Itajaí (CVI) . No evento, a pesquisadora apresentou o case “Vigilância em Saúde e Gestão Baseada em Evidências: a experiência do GTVOS como estratégia para a qualificação das políticas públicas de prevenção do suicídio”, desenvolvido a partir de sua atuação na Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí .
O trabalho apresentou a experiência do Grupo Técnico de Vigilância do Óbito por Suicídio (GTVOS), coordenado por Thamara na Diretoria de Vigilância Epidemiológica, como uma estratégia de qualificação da vigilância e da gestão do cuidado relacionado ao suicídio no município. A iniciativa articula a produção e a análise de informações, a vigilância em saúde e a gestão baseada em evidências, buscando subsidiar o planejamento e o aprimoramento das políticas públicas de prevenção.
Sua trajetória acadêmica vem sendo fortalecida no PPGSC/UFSC, onde é egressa do mestrado e atualmente desenvolve sua formação doutoral. Integrante do Núcleo de Pesquisa em Violência e Saúde , Thamara desenvolve seus estudos sob orientação das professoras Sheila Rubia Lindner e Elza Berger Salema Coelho, tendo como foco de pesquisa as interfaces entre violência autoprovocada, medicalização e violência de gênero.
A aproximação entre a universidade e o serviço público atravessa sua trajetória acadêmica. Ao mesmo tempo em que a formação no PPGSC contribui para ampliar as ferramentas teóricas e metodológicas utilizadas em sua atuação na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), os desafios e experiências vivenciados no cotidiano da Secretaria Municipal de Saúde também constituem um campo privilegiado para a produção de conhecimento em Saúde Coletiva.
Nesse sentido, a experiência do GTVOS evidencia uma perspectiva central da formação no Programa: a articulação entre pesquisa, vigilância e gestão para produzir respostas mais qualificadas aos problemas de saúde da população, transformando informações produzidas pela vigilância em subsídios diretos para a tomada de decisão e planejamento das ações.
A Semana Regional de Políticas Públicas e Inovação foi organizada pela Escola do Legislativo da Câmara de Vereadores de Itajaí, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Gestão e Políticas Públicas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). O evento teve como objetivo fomentar a discussão sobre políticas públicas e inovação na região da Foz do Rio Itajaí, reunindo experiências e iniciativas voltadas à qualificação da gestão pública.
A participação da doutoranda no evento regional constitui também motivo de celebração para o PPGSC, ao evidenciar a inserção da produção acadêmica do Programa em espaços de discussão e construção de políticas públicas. A iniciativa reforça o compromisso do PPGSC em aproximar a formação de excelência dos territórios e dos serviços do SUS onde as políticas de saúde são efetivamente implementadas.
Foto: Davi Spuldaro
























