PPGSC/UFSC realiza 1º Seminário de Políticas Afirmativas na Pós-Graduação em Saúde Coletiva
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) realizou, nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, o 1º Seminário de Políticas Afirmativas na Pós-Graduação em Saúde Coletiva. O evento aconteceu no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC), reunindo docentes, discentes, egressos e representantes de coletivos estudantis para debater os desafios e as potencialidades das políticas afirmativas no campo da Saúde Coletiva, no Brasil e em Santa Catarina.
A realização foi do PPGSC/UFSC em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará (UFC), com apoio do Departamento de Saúde Pública da UFSC, do Núcleo de Pesquisas em Bioética e Saúde Coletiva (Nupebisc/UFSC) — que celebra 15 anos de atuação em 2026 —, do Coletivo de Discentes do PPGSC/UFSC, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do projeto Afirmaê! Saúde Coletiva.
O seminário deu sequência à recepção da turma ingressante de 2026 do programa, iniciada em 17 de agosto com atividades de acolhimento conduzidas pela coordenação do PPGSC e pelo Coletivo de Discentes. Na mesma data, a Aula Inaugural do PPGSC 2026, ministrada pelo professor Marcelo Eduardo Pfeiffer Castellanos, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), abordou o tema “Políticas afirmativas e as transformações para o campo da Saúde Coletiva”, antecipando os debates que se seguiriam no seminário.
Abertura e primeira mesa de debates
A programação oficial do seminário teve início no dia 18 de agosto, no Auditório Lúcio Botelho, com a abertura institucional às 9h, contando com representantes da Reitoria, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), da direção do CCS, da coordenação do PPGSC, da chefia do Departamento de Saúde Pública e da coordenação geral e local da pesquisa multicêntrica sobre políticas afirmativas que fundamenta o seminário.
Na sequência, das 9h30 ao meio-dia, foi realizada a primeira mesa de debates, “Desafios e Potencialidades das Políticas Afirmativas no Brasil e em Santa Catarina”, com mediação da professora Marta Verdi, da UFSC. Participaram como expositores Marcelo Castellanos, coordenador da pesquisa multicêntrica sobre políticas afirmativas na pós-graduação em Saúde Coletiva vinculada ao ISC/UFBA; Miguel Eusébio, também da pesquisa sobre políticas afirmativas, pela UFC; Evelise Santos Souza, da Proafe/UFSC; um representante da Cátedra Antonieta de Barros da UFSC; Mirê Chagas, da Rede Trans UFSC; e Karla Garcia Luiz, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). A mesa discutiu como o racismo estrutura o acesso e a permanência na pós-graduação e de que forma as políticas afirmativas, em nível nacional e catarinense, têm buscado enfrentar essas desigualdades.
À tarde, das 14h às 17h, ocorreu a segunda mesa de debates, dedicada à percepção discente sobre políticas e ações afirmativas. Com mediação de Thaiara Lago, discente do PPGSC/UFSC, o debate reuniu os egressos do programa Giordano Azevedo e Yuri Eller Verzola; Flávia Thaís Michel, do Coletivo de Mães da UFSC; Laura Parintintin (Maria Lauri Prestes da Fonseca), do Coletivo Indígena da UFSC; Sabado Gomes Dabó, do Coletivo de Imigrantes da UFSC; e as discentes Cíntia Santos e Priscyla Ludtke, do Coletivo de Discentes do PPGSC/UFSC. A conversa deu voz a estudantes e egressos sobre suas trajetórias dentro do programa e sobre os efeitos concretos — e os limites — das políticas afirmativas na permanência discente.
Oficinas de encerramento
No segundo dia, 19 de agosto, o seminário foi encerrado com duas oficinas na Sala H005, ambas sob o eixo “Ancestralidade, Cuidado e Interseccionalidade em Saúde”.
A primeira oficina, realizada pela manhã e aberta a estudantes, docentes e egressos do PPGSC/UFSC, reuniu cerca de 25 participantes com o objetivo de situar cada participante em seu contexto histórico, racial e social, propondo uma forma de apresentação que rompesse com o modelo tradicional centrado no currículo acadêmico.
À tarde, a segunda oficina foi voltada especificamente aos estudantes de pós-graduação e teve como atividade prática uma cartografia dos afetos e das relações de poder, exercício voltado a mapear como o cuidado se manifesta na prática cotidiana do programa e a identificar tanto os pontos de tensão quanto os laços de afeto construídos entre a comunidade discente.
Com essa primeira edição, o PPGSC/UFSC consolida um espaço permanente de debate sobre políticas afirmativas dentro da pós-graduação, articulando pesquisa, formação e escuta das vivências de estudantes e egressos — um passo que o programa sinaliza pretender manter nas próximas turmas.








