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Publicado em 02/07/2026 às 17:20
Acessos Rápidos -
PROCESSO SELETIVO DINTER II (2026): RESULTADO FINAL PROVISÓRIO PUBLICADO
Publicado em 19/06/2026 às 18:11 (Atualizado em 27/08/2026 às 16:25)O PPGSC/UFSC informa que a publicação do resultado final e o início das aulas da turma DINTER II estão condicionados à celebração do acordo de cooperação acadêmica entre a UFSC e a UNIFAP, atualmente em tramitação. Novas informações serão divulgadas nesta página.
Para consultar o desempenho nas etapas e acompanhar o edital, acesse:
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EDITAL Nº 09/PPGSC/2026 – SELEÇÃO DE BOLSISTAS 2026: INSCRIÇÕES ABERTAS
Publicado em 25/05/2026 às 16:00 (Atualizado em 16/10/2026 às 19:38)A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) torna público o Edital Nº 09/PPGSC/2026, referente ao processo seletivo para a concessão de Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Informações Importantes:
- Público-alvo: Estudantes regularmente matriculados/as no mestrado ou no doutorado do PPGSC.
- Período de Inscrições: de 16/10/2026 a 25/10/2026 (até as 23h59).
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Coordenador do PPGSC/UFSC analisa, no Nexo Jornal, as propostas dos presidenciáveis para a saúde
Publicado em 16/10/2026 às 14:29O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, professor Fernando Hellmann, foi um dos especialistas consultados pelo Nexo Jornal na reportagem “O que os candidatos prometem para a saúde”, publicada em 14 de setembro de 2026. Assinado pela jornalista Mariana Souza, o texto integra a série do veículo sobre os planos de governo das eleições presidenciais de 2026 e examina as principais propostas de seis candidatos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A reportagem aponta que os planos convergem na promessa de modernizar o sistema, reduzir filas e desigualdades no acesso à atenção especializada — frequentemente com apoio de tecnologias digitais e inteligência artificial —, mas pouco detalham fontes de financiamento e mecanismos de coordenação entre União, estados e municípios. Além do professor Hellmann, a matéria ouviu Julia Pereira, doutora em políticas públicas pela UFRJ e gerente de relações institucionais do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps).
Financiamento, força de trabalho e equidade
Nas análises, o coordenador do PPGSC avaliou as propostas à luz dos princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS. Entre os pontos destacados por ele:
- Atenção especializada: embora considere factíveis as propostas de ampliação do acesso a especialistas, Hellmann classificou a estratégia de parcerias com a rede privada como “interessante, porém paliativa”, por não fortalecer diretamente a infraestrutura física e de pessoal de estados e municípios nem ampliar, de fato, o financiamento público da saúde.
- Tabela SUS: o professor considerou necessária a correção dos valores pagos pelo SUS, mas observou a ausência de fonte de financiamento definida e o pouco destaque dado à rede própria do sistema em relação aos hospitais filantrópicos.
- Repasses condicionados a desempenho: para Hellmann, esse critério “não pode ser o único”, sob pena de contrariar o princípio da equidade. “Os lugares mais necessitados nem sempre são os com melhores desempenhos”, afirmou.
- Vínculo de cada cidadão a uma equipe de saúde: a proposta “seria o sonho do SUS e da universalidade”, segundo o professor, mas carece de caminhos concretos, sobretudo no que diz respeito à força de trabalho.
- Neurodiversidade: o coordenador reconheceu o potencial de avanços em propostas de acolhimento integrado de pessoas neurodivergentes, ponderando que também é preciso aprimorar os processos de avaliação e diagnóstico.
- Ênfase no setor privado: Hellmann alertou que a ampliação de serviços por meio de oferta privada — como no cuidado a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) — pode aprofundar desigualdades entre municípios e famílias, já que esses serviços tendem a ser mais caros e concentrados nos grandes centros. Para ele, seria mais adequado priorizar o fortalecimento e a qualificação da rede pública, especialmente da atenção primária à saúde, tanto para o cuidado quanto para a identificação de necessidades e o encaminhamento aos serviços especializados.
- Linhas de cuidado cardiovascular: o professor avaliou positivamente a proposta de organizar redes regionais para atendimento rápido de infarto e AVC, considerada pertinente diante do envelhecimento populacional.
Saúde Coletiva no debate público
A participação do coordenador na reportagem reafirma o compromisso do PPGSC/UFSC com a divulgação científica e com a qualificação do debate público sobre políticas de saúde. Em um ano eleitoral, a contribuição de pesquisadores da Saúde Coletiva ajuda a examinar as propostas em disputa a partir das evidências e dos princípios constitucionais que orientam o SUS, independentemente de posicionamentos político-partidários.
Fonte: SOUZA, Mariana. O que os candidatos prometem para a saúde. Nexo Jornal, 14 set. 2026. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/09/14/presidente-eleicoes-2026-candidatos-presidencia-medidas-saude-publica
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PPGSC/UFSC renova acordo Erasmus+ com a Università Magna Graecia di Catanzaro e consolida cooperação com a Itália
Publicado em 08/10/2026 às 10:44 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:28)Novo acordo bilateral vale para os anos acadêmicos 2026/2027 e prevê mobilidade de doutorandos e docentes; parceria já rendeu a aprovação da doutoranda Andressa Bornelli Oshiro em doutorado em regime de cotutela
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) e a Università degli Studi Magna Graecia di Catanzaro (UMG), na Itália, renovaram o acordo bilateral interinstitucional no âmbito do Programa Erasmus+ (KA131 – Ação-Chave 1: Mobilidade de estudantes e pessoal do ensino superior). O documento foi assinado em 5 de outubro de 2026 pelo Secretário de Relações Internacionais da UFSC, Prof. Dr. Diogo Robl, e em 6 de outubro pelo Reitor da UMG, Prof. Giovanni Cuda, e tem vigência para os anos acadêmicos 2026 e 2027.
Esta parceria já havia sido estabelecida na gestão da coordenação da Profa. Dra. Marta Verdi e agora foi renovada.
O que prevê o acordo
O Erasmus+ é o programa da União Europeia de apoio à educação, formação, juventude e esporte, e a Ação-Chave 1 financia a mobilidade de estudantes e de pessoal entre instituições de ensino superior europeias e de países parceiros, como o Brasil. O acordo renovado entre a UFSC e a UMG abrange as áreas de Sociologia e Estudos Culturais e de Saúde e prevê, por ano acadêmico:
- Mobilidade de doutorandos para estudos: uma vaga em cada sentido (UFSC → UMG e UMG → UFSC).
- Mobilidade docente para atividades de ensino: uma vaga em cada sentido, com duração de sete dias.
As instituições se comprometem a seguir os padrões de qualidade da Carta Erasmus para o Ensino Superior, incluindo o reconhecimento automático dos créditos cursados na instituição parceira, conforme o Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS). O acordo também define os pontos de contato para acolhimento, seguro e orientação a estudantes e docentes em mobilidade, bem como a equivalência entre os sistemas de avaliação das duas universidades.
Doutorado em cotutela: Andressa Bornelli Oshiro aprovada
A renovação do acordo se soma a outra frente de cooperação com a UMG: o doutorado em regime de cotutela. Em julho de 2026, o PPGSC/UFSC lançou a Chamada Interna nº 01/PPGSC/2026 para selecionar um(a) doutorando(a) do Programa para cursar, em cotutela, o Doutorado em Saúde, Medicina e Welfare na Sociedade Digital Contemporânea da universidade italiana.
A doutoranda Andressa Bornelli Oshiro foi aprovada em primeiro lugar, com nota final 9,6, após análise do pré-projeto de pesquisa e pontuação do currículo. O doutorando Douglas Oliveira Vieira foi aprovado como suplente. O resultado final foi divulgado pela Coordenação do PPGSC em 29 de julho de 2026.
Na cotutela, a tese é desenvolvida sob orientação conjunta de docentes das duas instituições e, ao final, a doutoranda recebe o título de doutora tanto pela UFSC quanto pela UMG. O programa italiano tem duração prevista de três anos e a pessoa selecionada recebe bolsa de estudos da UMG no valor de 16.243 euros anuais. Esta é a segunda chamada do PPGSC para o doutorado em cotutela com a UMG — a primeira foi lançada em julho de 2025 —, o que evidencia a continuidade da parceria.
Internacionalização como eixo estratégico
Para o coordenador do PPGSC/UFSC, Prof. Fernando Hellmann, a renovação do acordo e a aprovação na cotutela fortalecem a estratégia de internacionalização do Programa. “A parceria com a Magna Graecia nos permite oferecer aos nossos doutorandos e docentes uma experiência de formação e pesquisa em diálogo com a tradição europeia de estudos sociais em saúde, ao mesmo tempo em que levamos para a Itália a perspectiva da Saúde Coletiva brasileira e latino-americana. É uma via de mão dupla”, afirma.
A internacionalização é um dos critérios centrais de avaliação dos programas de pós-graduação pela CAPES e um compromisso do PPGSC/UFSC, que integra o Programa Institucional de Internacionalização (CAPES-PrInt) da UFSC e mantém redes de cooperação na América Latina, na Europa e na África. Acordos como o Erasmus+ ampliam as oportunidades de mobilidade com financiamento, estimulam a coorientação e a publicação conjunta, e inserem o Programa em redes internacionais de pesquisa em saúde coletiva, bioética e ciências sociais em saúde.
Discentes e docentes interessados nas vagas de mobilidade Erasmus+ para a UMG devem acompanhar os editais a serem divulgados pela Coordenação do PPGSC e pela SINTER/UFSC.
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Inscrições Abertas: Disciplina Introdução à Vigilância em Saúde
Publicado em 02/10/2026 às 16:35 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:28)O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) informa que estão abertas as inscrições para a disciplina Introdução à Vigilância em Saúde. A disciplina é destinada exclusivamente a mestrandos e doutorandos do PPGSC/UFSC.
Informações Gerais
- 📅 Período de realização: 23/11/2026 a 04/12/2026
- ⏰ Horário: 9h às 12h
- ⏳ Carga horária: 30 horas (2 créditos)
- 👥 Vagas: 10 vagas disponíveis
- 📍 Local: Sala de Reuniões do Departamento de Saúde Pública (1º andar do Bloco C do CCS/UFSC)
- 👩🏫 Docentes responsáveis: Dra. Ana Luiza de Lima Curi Hallal e Dra. Eleonora d’Orsi
Como se inscrever?
O período de inscrições encerra no dia 09/10/2026. Para garantir sua vaga, siga os passos:
- Faça o download do Formulário de Comprovante de Pedido de Matrícula. Este documento deve ser devidamente preenchido e assinado pelo seu orientador ou orientadora.
- Envie o documento assinado através do nosso Formulário de Inscrição (Google Forms)
Plano de Ensino
Para consultar a ementa completa, os objetivos, o cronograma diário detalhado e a bibliografia, acesse o arquivo abaixo:
📄 Acessar o Plano de Ensino da Disciplina
Em caso de dúvidas, entre em contato com a secretaria do PPGSC.
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PPGSC/UFSC participa do Encontro Nacional do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, em Manaus
Publicado em 16/09/2026 às 12:03 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:29)O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC esteve representado na segunda edição de 2026 do Encontro Nacional do Fórum de Coordenadores e Coordenadoras de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (FCPSC) da Abrasco, realizada nos dias 14 e 15 de setembro, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), em Manaus (AM). O coordenador do Programa, professor Fernando Hellmann, acompanhou integralmente os dois dias de atividades, que reuniram 115 participantes como parte do pré-congresso do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (10º CSHS).
O Fórum reúne representantes dos programas de pós-graduação da área em todo o país para compartilhar experiências e demandas relacionadas à formação em saúde. Em 2026, o espaço completa 30 anos.
Assimetrias regionais e fortalecimento dos programas
O primeiro dia foi dedicado ao contexto atual da pós-graduação em Saúde Coletiva. O painel “A pós-graduação em Saúde Coletiva e assimetrias nacionais: territórios, saberes e cooperação nacional” reuniu as pesquisadoras Luiza Garnelo (Fiocruz Amazônia), Sônia Maria Lemos (UEA), Priscila Marcheti (UFMS) e Edi Franciele Ries (UFSM), que evidenciaram os desafios dos programas do Norte e Centro-Oeste — extensão territorial, menor número de programas e menor disponibilidade de recursos — e apontaram a cooperação interinstitucional e a formação de redes como caminhos para reduzir desigualdades.
A vice-presidente da Abrasco, Carmem Leitão, destacou o papel articulador do Fórum, que “reúne produção de conhecimento, formação crítica e valorização de todos os sujeitos que fazem parte da Saúde Coletiva e atuam em defesa da população brasileira”. Na abertura, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEA, Roberto Sanches Mubarac Sobrinho, sublinhou a dimensão política da iniciativa: “Este fórum e nosso papel, enquanto cursos e instituições, é debater a democracia e discutir qual tipo de país queremos”.
Também foram apresentadas a segunda edição do Curso Nacional de Fortalecimento dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e a abertura da seleção de mentores do Projeto de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva, que selecionará até 17 pesquisadores para acompanhar até 57 programas. À tarde, os coordenadores se dividiram em grupos de trabalho — acadêmicos e profissionais — para discutir práticas bem-sucedidas, barreiras e ações colaborativas prioritárias.
Informes da CAPES e os 30 anos do Fórum
No segundo dia, a coordenadora da área de Saúde Coletiva na CAPES, Aylene Bousquat, a coordenadora adjunta de programas acadêmicos, Suely Deslandes, e o coordenador adjunto de programas profissionais, Alberto Novaes Ramos Jr., trouxeram informes sobre o cadastro da produção acadêmica, o registro de Produtos Técnico-Tecnológicos (PTTs) e o Seminário de Meio Termo da CAPES 2025-2028, previsto para 21 e 22 de outubro de 2027, em Brasília (DF). Na sequência, foi apresentado documento orientador para a elaboração de propostas de cursos novos (APCN).
A tarde foi marcada pela mesa-redonda comemorativa dos 30 anos do FCPSC, com os ex-coordenadores Aylene Bousquat, Ricardo Mattos e Antônio Rodrigues Ferreira Jr., que recuperaram marcos como a constituição do Fórum em 1996, a proposta alternativa ao modelo de avaliação da CAPES em 2017 e as articulações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.
Ao final, o grupo elegeu a nova coordenação colegiada, ampliada de quatro para cinco integrantes para contemplar todas as regiões do país: foram eleitos Mathias Roberto Loch (UEL), representando a região Sul — onde se situa o PPGSC/UFSC —, e Priscila Marcheti Fiorin (UFMS), pelo Centro-Oeste. O próximo Encontro Nacional acontecerá nos dias 13 e 14 de maio de 2027, em Natal (RN).
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Egresso do PPGSC toma posse como professor efetivo da Universidade Federal do Paraná
Publicado em 09/09/2026 às 20:55 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:29)João Batista de Oliveira Junior, mestre (2019) e doutor (2024) em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, tomou posse como professor efetivo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no dia 8 de outubro de 2025, passando a integrar o corpo docente do curso de Bacharelado em Saúde Coletiva do Setor Litoral, em Matinhos. A nomeação representa a continuidade de uma trajetória construída no PPGSC/UFSC e reafirma a contribuição do Programa para a formação de docentes e pesquisadores comprometidos com a produção de conhecimento, a defesa da universidade pública e a qualificação da Saúde Coletiva brasileira.
Um sanitarista formando sanitaristas
A chegada de João Batista ao Setor Litoral da UFPR tem um significado particular para o campo: trata-se de um dos cursos pioneiros de graduação em Saúde Coletiva no país, com projeto pedagógico que remonta a 2008, período de expansão dos bacharelados na área, e organizado em torno de uma proposta formativa que articula ensino, comunidade e território no litoral paranaense.
Formar novos sanitaristas em uma universidade pública federal ganha ainda mais densidade no momento em que a profissão acaba de ser regulamentada no Brasil. Não por acaso, o egresso é um dos autores do editorial “A regulamentação da profissão de sanitarista como estratégia de qualificação da gestão do SUS”, publicado neste ano na revista Saúde em Redes e assinado também por outras duas egressas do PPGSC/UFSC — tema já noticiado por este Programa.
Do corpo medicalizado ao corpo reconhecido
A trajetória de João Batista no PPGSC/UFSC foi construída ao longo de sete anos, sempre com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e tem nas práticas corporais e esportivas um fio condutor consistente.
No mestrado (2017–2019), sob orientação da professora Márcia Grisotti, defendeu a dissertação “Práticas corporais e o processo de medicalização social na atenção primária à saúde”, na qual examinou como as práticas corporais são incorporadas — e por vezes capturadas — pelas lógicas de medicalização que atravessam o cuidado na atenção primária.
No doutorado (2019–2024), orientado pelo professor Rodrigo Otávio Moretti-Pires, deslocou o olhar do corpo medicalizado para o corpo reconhecido. A tese “Transexualidade e práticas esportivas: a promoção da saúde como forma de reconhecimento” (2024) mobiliza a teoria do reconhecimento para analisar a participação de pessoas trans no esporte, tratando a promoção da saúde não apenas como estímulo a comportamentos saudáveis, mas como processo de afirmação de sujeitos historicamente submetidos ao desrespeito e à invisibilidade institucional.
Ao articular minorias sexuais e de gênero, esporte e promoção da saúde, a pesquisa se soma ao conjunto de investigações do PPGSC/UFSC voltadas à equidade e ao enfrentamento das iniquidades que atingem populações vulnerabilizadas no SUS.
“A realização de um sonho”
Em mensagem enviada ao Programa, o egresso compartilhou a conquista:
“Ingressar como professor efetivo no curso de Bacharelado em Saúde Coletiva da UFPR representa a realização de um sonho e um projeto construído ao longo de muitos anos de formação. O PPGSC/UFSC foi um espaço fundamental para minha trajetória, fortalecendo meu compromisso com a pesquisa, a docência e a defesa do SUS. Hoje, tenho a alegria de contribuir para a formação de novos sanitaristas em uma universidade pública federal, dando continuidade aos valores e aprendizados que construí durante a minha formação.”
A posse de João Batista de Oliveira Junior na UFPR é também um retrato do que uma pós-graduação pública é capaz de produzir: a formação construída em Florianópolis chega agora às salas de aula de Matinhos, no litoral do Paraná, na formação de novas gerações de sanitaristas. O PPGSC/UFSC parabeniza o egresso pela conquista e celebra mais um passo na consolidação da Saúde Coletiva como campo de ensino, pesquisa e atuação profissional no Brasil.
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Discentes e egresso do PPGSC/UFSC participam do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, na FURB, Blumenau
Publicado em 02/09/2026 às 16:02 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:30)Discentes e um egresso do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) participaram do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (PPGSC/FURB), realizado entre os dias 26 e 28 de agosto de 2026.
No dia 28 de agosto, os pesquisadores apresentaram trabalhos desenvolvidos em suas pesquisas, contribuindo para o debate proposto pelo evento sobre os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva.
Apresentações e Trabalhos
Juliberta Alves de Macêdo, orientanda da Profa. Dra. Josimari Telino de Lacerda, apresentou o trabalho “Teledermatologia na organização do acesso à atenção especializada: encaminhamentos e manejo na Atenção Primária à Saúde”, discutindo o uso da telessaúde como estratégia de qualificação do acesso e da regulação assistencial no Sistema Único de Saúde.
Gabriela Fabris, orientanda da Profa. Dra. Felipa Rafaela Amadigi, apresentou o estudo “Desenho da Política de Aborto Legal no Sistema Único de Saúde: uma análise a partir da abordagem de Policy Design”, analisando a formulação e a implementação dessa política pública a partir de referenciais teóricos da análise de políticas.
Eduardo Costa, orientando da Profa. Dra. Sheila Rubia Lindner, apresentou a pesquisa “Políticas públicas de proteção ao idoso na região Sul do Brasil: analisando o enfrentamento à violência financeira”, discutindo os arranjos institucionais voltados à proteção da população idosa diante de uma forma de violência ainda pouco visibilizada.
Thamara Garcia Del Mir, orientanda das Profas. Dras. Sheila Rubia Lindner e Elza Berger Salema Coelho, apresentou o trabalho “Desigualdades de gênero, iniquidades e determinantes sociais: análise das tentativas de suicídio notificadas em Santa Catarina entre 2015 e 2022”, evidenciando como marcadores sociais de gênero e desigualdade se relacionam à ocorrência desses eventos no estado.
Já o egresso João Batista de Oliveira Junior, doutor pelo PPGSC/UFSC desde 2024 e orientando do Prof. Dr. Rodrigo Otávio Moretti-Pires, apresentou o trabalho “Formação crítica para a diversidade e equidade: uma experiência docente nas Interações Culturais e Humanísticas”, refletindo sobre práticas pedagógicas voltadas à formação crítica e à equidade no ensino superior.
A participação no congresso reafirma o compromisso do PPGSC/UFSC com a produção de conhecimento crítico e comprometido com a transformação das realidades de saúde, fortalecendo o diálogo entre programas de pós-graduação e a construção coletiva do campo da Saúde Coletiva.
João Batista de Oliveira Junior, Eduardo Costa, Thamara Garcia Del Mir, Juliberta Alves de Macêdo e Gabriela Fabris (da esquerda para direita)
Doutorando Eduardo Costa
Doutoranda Gabriela Fabris
Doutoranda Thamara Garcia Del Mir

Doutoranda Juliberta Alves de Macêdo

Egresso João Batista de Oliveira Junior
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Profa. Marta Verdi participa do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, na FURB, Blumenau
Publicado em 28/08/2026 às 16:00 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:07)A Profa. Marta Verdi, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC), participou do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (PPGSC/FURB).
A professora integrou a Mesa de Abertura “Saúde Coletiva: justiça social, sistemas de saúde e bem viver”, ao lado da pesquisadora Lígia Giovanella, da Fiocruz. O encontro promoveu reflexões sobre os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva, reafirmando sua dimensão política e seu compromisso histórico com a democracia, a justiça social e a defesa de sistemas universais de saúde.
Em sua intervenção, Marta Verdi abordou o tema a partir da perspectiva da Bioética crítico-social, articulando três referenciais ético-políticos: Giovanni Berlinguer e a bioética cotidiana para pensar as desigualdades em saúde como problema ético; Aníbal Quijano, com a compreensão da colonialidade como estrutura histórica das desigualdades; e Alberto Acosta, a partir do Bem Viver como crítica ao horizonte desenvolvimentista e possibilidade de construção de outros modos de existência.
No debate, destacou que falar de Saúde Coletiva significa discutir as próprias condições concretas de existência e os modos pelos quais as sociedades distribuem as possibilidades de viver, adoecer e morrer. Nessa perspectiva, saúde envolve democracia, trabalho, renda, moradia, alimentação, gênero, raça, território, ambiente, participação política, reconhecimento e dignidade.
A professora também ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) como expressão de um projeto ético-político forjado no processo de redemocratização brasileira. Mais do que princípios organizativos, universalidade, integralidade e equidade foram apresentados como princípios éticos de sustentação da vida coletiva, reafirmando o direito à saúde e a responsabilidade pública com a proteção da vida.
Outro eixo central da apresentação foi a relação entre justiça social e justiça ambiental, chamando atenção para a distribuição desigual dos impactos das mudanças climáticas e dos modelos de desenvolvimento extrativistas sobre populações e territórios. Nesse contexto, o Bem Viver foi surge como uma provocação ética e política questionando a lógica do crescimento econômico ilimitado e propõe relações orientadas pela reciprocidade, solidariedade, suficiência, comunidade, respeito à diversidade e integração entre seres humanos e natureza.
Ao final, Marta Verdi reforçou o compromisso da Saúde Coletiva e da Bioética com a transformação social e com a construção de futuros nos quais nenhuma vida seja considerada descartável e nenhum território seja considerado sacrificável. A reflexão foi sintetizada em uma questão que envolve o presente e as gerações futuras: “Que relações precisamos transformar, aqui e agora, para que ainda existam mundos possíveis para serem vividos?”
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Professor do PPGSC/UFSC participa do Simpósio de 60 anos da Revista de Saúde Pública
Publicado em 27/08/2026 às 21:34 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:06)No próximo dia 28 de agosto de 2026, a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) realizará o Simpósio Comemorativo dos 60 Anos da Revista de Saúde Pública: Legado e Inovação Editorial, reunindo pesquisadores, editores e especialistas para celebrar a trajetória de um dos principais periódicos científicos da área no Brasil e discutir desafios atuais e futuros da saúde pública e da comunicação científica.
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC (PPGSC/UFSC) estará representado no evento pelo Prof. Dr. João Luiz Bastos, docente do Programa e editor-chefe da Revista de Saúde Pública (RSP). Além de integrar a equipe editorial responsável pela revista neste momento de celebração de seus 60 anos, o professor participará do simpósio como mediador da mesa-redonda “A RSP no cenário epidemiológico de grandes temas de saúde pública no Brasil”.
A mesa será realizada às 13h30 e contará com a participação das professoras Marcia Couto (FMUSP), Maria Anice Sallum (FSP-USP) e Tatiana Toporcov (FSP-USP). A discussão abordará a contribuição da RSP para a produção e a divulgação de conhecimento sobre grandes questões epidemiológicas e de saúde pública no país, recuperando sua trajetória e debatendo desafios para os próximos anos.
60 anos de contribuição à Saúde Pública
Fundada em 1967, a Revista de Saúde Pública consolidou-se como um dos principais periódicos científicos da área no Brasil e na América Latina. O simpósio celebra seis décadas de contribuição à produção e à disseminação do conhecimento científico e, ao mesmo tempo, propõe um olhar para as transformações em curso na ciência e na publicação acadêmica.
A programação terá início às 9h, com abertura solene, seguida da palestra “A pesquisa científica, desafios, polêmicas e artigos na RSP”, ministrada pelo Prof. Dr. Carlos Augusto Monteiro (FSP-USP).
Às 10h10, Rita Barradas Barata (FCMSCSP), Abel Packer (SciELO) e Francisco Paletta (ABCD-USP) participarão da mesa-redonda “Perspectivas para a divulgação científica no Brasil”, com mediação de Leopoldo Antunes (FSP-USP).
Após a mesa mediada pelo Prof. João Luiz Bastos, a programação da tarde prossegue, às 15h30, com o debate “Inteligência artificial e o futuro da ciência em saúde”, reunindo Giovanni Cerri (FMUSP), Keisyanne Moura (FSP-USP) e Ana Estela Haddad (FOUSP), com mediação de Alexandre Chiavegatto Filho (FSP-USP).
O evento será encerrado às 17h e haverá emissão de certificado aos participantes.
Serviço
Simpósio Comemorativo dos 60 Anos da Revista de Saúde Pública: Legado e Inovação Editorial
📅 Data: 28 de agosto de 2026
🕘 Horário: 9h às 17h
📍 Local: Auditório Paula Souza (térreo), Faculdade de Saúde Pública da USP
📝 Inscrições: https://forms.gle/2uJSc6fE3vx4TeWw9























