Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – PPGSC/UFSC
  • Publicado em 02/07/2026 às 17:20
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  • PROCESSO SELETIVO DINTER II (2026): RESULTADO FINAL PROVISÓRIO PUBLICADO

    Publicado em 19/06/2026 às 18:11 (Atualizado em 27/08/2026 às 16:25)

    O PPGSC/UFSC informa que a publicação do resultado final e o início das aulas da turma DINTER II estão condicionados à celebração do acordo de cooperação acadêmica entre a UFSC e a UNIFAP, atualmente em tramitação. Novas informações serão divulgadas nesta página.

    Para consultar o desempenho nas etapas e acompanhar o edital, acesse:

    🔗 ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO DINTER


  • EDITAL Nº 09/PPGSC/2026 – SELEÇÃO DE BOLSISTAS 2026: INSCRIÇÕES ABERTAS

    Publicado em 25/05/2026 às 16:00 (Atualizado em 16/10/2026 às 19:38)

    A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) torna público o Edital Nº 09/PPGSC/2026, referente ao processo seletivo para a concessão de Bolsas de Mestrado e Doutorado.

    Informações Importantes:

    • Público-alvo: Estudantes regularmente matriculados/as no mestrado ou no doutorado do PPGSC.
    • Período de Inscrições: de 16/10/2026 a 25/10/2026 (até as 23h59).

    🔗 ACESSE A PÁGINA DO PROCESSO SELETIVO E CONFIRA O EDITAL


  • Coordenador do PPGSC/UFSC analisa, no Nexo Jornal, as propostas dos presidenciáveis para a saúde

    Publicado em 16/10/2026 às 14:29

    O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, professor Fernando Hellmann, foi um dos especialistas consultados pelo Nexo Jornal na reportagem “O que os candidatos prometem para a saúde”, publicada em 14 de setembro de 2026. Assinado pela jornalista Mariana Souza, o texto integra a série do veículo sobre os planos de governo das eleições presidenciais de 2026 e examina as principais propostas de seis candidatos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

    A reportagem aponta que os planos convergem na promessa de modernizar o sistema, reduzir filas e desigualdades no acesso à atenção especializada — frequentemente com apoio de tecnologias digitais e inteligência artificial —, mas pouco detalham fontes de financiamento e mecanismos de coordenação entre União, estados e municípios. Além do professor Hellmann, a matéria ouviu Julia Pereira, doutora em políticas públicas pela UFRJ e gerente de relações institucionais do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps).

    Financiamento, força de trabalho e equidade

    Nas análises, o coordenador do PPGSC avaliou as propostas à luz dos princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS. Entre os pontos destacados por ele:

    • Atenção especializada: embora considere factíveis as propostas de ampliação do acesso a especialistas, Hellmann classificou a estratégia de parcerias com a rede privada como “interessante, porém paliativa”, por não fortalecer diretamente a infraestrutura física e de pessoal de estados e municípios nem ampliar, de fato, o financiamento público da saúde.
    • Tabela SUS: o professor considerou necessária a correção dos valores pagos pelo SUS, mas observou a ausência de fonte de financiamento definida e o pouco destaque dado à rede própria do sistema em relação aos hospitais filantrópicos.
    • Repasses condicionados a desempenho: para Hellmann, esse critério “não pode ser o único”, sob pena de contrariar o princípio da equidade. “Os lugares mais necessitados nem sempre são os com melhores desempenhos”, afirmou.
    • Vínculo de cada cidadão a uma equipe de saúde: a proposta “seria o sonho do SUS e da universalidade”, segundo o professor, mas carece de caminhos concretos, sobretudo no que diz respeito à força de trabalho.
    • Neurodiversidade: o coordenador reconheceu o potencial de avanços em propostas de acolhimento integrado de pessoas neurodivergentes, ponderando que também é preciso aprimorar os processos de avaliação e diagnóstico.
    • Ênfase no setor privado: Hellmann alertou que a ampliação de serviços por meio de oferta privada — como no cuidado a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) — pode aprofundar desigualdades entre municípios e famílias, já que esses serviços tendem a ser mais caros e concentrados nos grandes centros. Para ele, seria mais adequado priorizar o fortalecimento e a qualificação da rede pública, especialmente da atenção primária à saúde, tanto para o cuidado quanto para a identificação de necessidades e o encaminhamento aos serviços especializados.
    • Linhas de cuidado cardiovascular: o professor avaliou positivamente a proposta de organizar redes regionais para atendimento rápido de infarto e AVC, considerada pertinente diante do envelhecimento populacional.

    Saúde Coletiva no debate público

    A participação do coordenador na reportagem reafirma o compromisso do PPGSC/UFSC com a divulgação científica e com a qualificação do debate público sobre políticas de saúde. Em um ano eleitoral, a contribuição de pesquisadores da Saúde Coletiva ajuda a examinar as propostas em disputa a partir das evidências e dos princípios constitucionais que orientam o SUS, independentemente de posicionamentos político-partidários.


    Fonte: SOUZA, Mariana. O que os candidatos prometem para a saúde. Nexo Jornal, 14 set. 2026. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/09/14/presidente-eleicoes-2026-candidatos-presidencia-medidas-saude-publica


  • PPGSC/UFSC renova acordo Erasmus+ com a Università Magna Graecia di Catanzaro e consolida cooperação com a Itália

    Publicado em 08/10/2026 às 10:44 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:28)

    Novo acordo bilateral vale para os anos acadêmicos  2026/2027 e prevê mobilidade de doutorandos e docentes; parceria já rendeu a aprovação da doutoranda Andressa Bornelli Oshiro em doutorado em regime de cotutela

    O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) e a Università degli Studi Magna Graecia di Catanzaro (UMG), na Itália, renovaram o acordo bilateral interinstitucional no âmbito do Programa Erasmus+ (KA131 – Ação-Chave 1: Mobilidade de estudantes e pessoal do ensino superior). O documento foi assinado em 5 de outubro de 2026 pelo Secretário de Relações Internacionais da UFSC, Prof. Dr. Diogo Robl, e em 6 de outubro pelo Reitor da UMG, Prof. Giovanni Cuda, e tem vigência para os anos acadêmicos  2026 e 2027.

    Esta parceria já havia sido estabelecida na gestão da coordenação da Profa. Dra. Marta Verdi e agora foi renovada.

    O que prevê o acordo

    O Erasmus+ é o programa da União Europeia de apoio à educação, formação, juventude e esporte, e a Ação-Chave 1 financia a mobilidade de estudantes e de pessoal entre instituições de ensino superior europeias e de países parceiros, como o Brasil. O acordo renovado entre a UFSC e a UMG abrange as áreas de Sociologia e Estudos Culturais e de Saúde e prevê, por ano acadêmico:

    • Mobilidade de doutorandos para estudos: uma vaga em cada sentido (UFSC → UMG e UMG → UFSC).
    • Mobilidade docente para atividades de ensino: uma vaga em cada sentido, com duração de sete dias.

    As instituições se comprometem a seguir os padrões de qualidade da Carta Erasmus para o Ensino Superior, incluindo o reconhecimento automático dos créditos cursados na instituição parceira, conforme o Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS). O acordo também define os pontos de contato para acolhimento, seguro e orientação a estudantes e docentes em mobilidade, bem como a equivalência entre os sistemas de avaliação das duas universidades.

    Doutorado em cotutela: Andressa Bornelli Oshiro aprovada

    A renovação do acordo se soma a outra frente de cooperação com a UMG: o doutorado em regime de cotutela. Em julho de 2026, o PPGSC/UFSC lançou a Chamada Interna nº 01/PPGSC/2026 para selecionar um(a) doutorando(a) do Programa para cursar, em cotutela, o Doutorado em Saúde, Medicina e Welfare na Sociedade Digital Contemporânea da universidade italiana.

    A doutoranda Andressa Bornelli Oshiro foi aprovada em primeiro lugar, com nota final 9,6, após análise do pré-projeto de pesquisa e pontuação do currículo. O doutorando Douglas Oliveira Vieira foi aprovado como suplente. O resultado final foi divulgado pela Coordenação do PPGSC em 29 de julho de 2026.

    Na cotutela, a tese é desenvolvida sob orientação conjunta de docentes das duas instituições e, ao final, a doutoranda recebe o título de doutora tanto pela UFSC quanto pela UMG. O programa italiano tem duração prevista de três anos e a pessoa selecionada recebe bolsa de estudos da UMG no valor de 16.243 euros anuais. Esta é a segunda chamada do PPGSC para o doutorado em cotutela com a UMG — a primeira foi lançada em julho de 2025 —, o que evidencia a continuidade da parceria.

    Internacionalização como eixo estratégico

    Para o coordenador do PPGSC/UFSC, Prof. Fernando Hellmann, a renovação do acordo e a aprovação na cotutela fortalecem a estratégia de internacionalização do Programa. “A parceria com a Magna Graecia nos permite oferecer aos nossos doutorandos e docentes uma experiência de formação e pesquisa em diálogo com a tradição europeia de estudos sociais em saúde, ao mesmo tempo em que levamos para a Itália a perspectiva da Saúde Coletiva brasileira e latino-americana. É uma via de mão dupla”, afirma.

    A internacionalização é um dos critérios centrais de avaliação dos programas de pós-graduação pela CAPES e um compromisso do PPGSC/UFSC, que integra o Programa Institucional de Internacionalização (CAPES-PrInt) da UFSC e mantém redes de cooperação na América Latina, na Europa e na África. Acordos como o Erasmus+ ampliam as oportunidades de mobilidade com financiamento, estimulam a coorientação e a publicação conjunta, e inserem o Programa em redes internacionais de pesquisa em saúde coletiva, bioética e ciências sociais em saúde.

    Discentes e docentes interessados nas vagas de mobilidade Erasmus+ para a UMG devem acompanhar os editais a serem divulgados pela Coordenação do PPGSC e pela SINTER/UFSC.


  • Inscrições Abertas: Disciplina Introdução à Vigilância em Saúde

    Publicado em 02/10/2026 às 16:35 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:28)

    O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) informa que estão abertas as inscrições para a disciplina Introdução à Vigilância em Saúde. A disciplina é destinada exclusivamente a mestrandos e doutorandos do PPGSC/UFSC.

    Informações Gerais

    • 📅 Período de realização: 23/11/2026 a 04/12/2026
    • ⏰ Horário: 9h às 12h
    • ⏳ Carga horária: 30 horas (2 créditos)
    • 👥 Vagas: 10 vagas disponíveis
    • 📍 Local: Sala de Reuniões do Departamento de Saúde Pública (1º andar do Bloco C do CCS/UFSC)
    • 👩‍🏫 Docentes responsáveis: Dra. Ana Luiza de Lima Curi Hallal e Dra. Eleonora d’Orsi

    Como se inscrever?

    O período de inscrições encerra no dia 09/10/2026. Para garantir sua vaga, siga os passos:

    1. Faça o download do Formulário de Comprovante de Pedido de Matrícula. Este documento deve ser devidamente preenchido e assinado pelo seu orientador ou orientadora.
    2. Envie o documento assinado através do nosso Formulário de Inscrição (Google Forms)

    Plano de Ensino

    Para consultar a ementa completa, os objetivos, o cronograma diário detalhado e a bibliografia, acesse o arquivo abaixo:

    📄 Acessar o Plano de Ensino da Disciplina


    Em caso de dúvidas, entre em contato com a secretaria do PPGSC.


  • PPGSC/UFSC participa do Encontro Nacional do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, em Manaus

    Publicado em 16/09/2026 às 12:03 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:29)

    O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC esteve representado na segunda edição de 2026 do Encontro Nacional do Fórum de Coordenadores e Coordenadoras de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (FCPSC) da Abrasco, realizada nos dias 14 e 15 de setembro, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), em Manaus (AM). O coordenador do Programa, professor Fernando Hellmann, acompanhou integralmente os dois dias de atividades, que reuniram 115 participantes como parte do pré-congresso do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (10º CSHS).

    O Fórum reúne representantes dos programas de pós-graduação da área em todo o país para compartilhar experiências e demandas relacionadas à formação em saúde. Em 2026, o espaço completa 30 anos.

    Assimetrias regionais e fortalecimento dos programas

    O primeiro dia foi dedicado ao contexto atual da pós-graduação em Saúde Coletiva. O painel “A pós-graduação em Saúde Coletiva e assimetrias nacionais: territórios, saberes e cooperação nacional” reuniu as pesquisadoras Luiza Garnelo (Fiocruz Amazônia), Sônia Maria Lemos (UEA), Priscila Marcheti (UFMS) e Edi Franciele Ries (UFSM), que evidenciaram os desafios dos programas do Norte e Centro-Oeste — extensão territorial, menor número de programas e menor disponibilidade de recursos — e apontaram a cooperação interinstitucional e a formação de redes como caminhos para reduzir desigualdades.

    A vice-presidente da Abrasco, Carmem Leitão, destacou o papel articulador do Fórum, que “reúne produção de conhecimento, formação crítica e valorização de todos os sujeitos que fazem parte da Saúde Coletiva e atuam em defesa da população brasileira”. Na abertura, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEA, Roberto Sanches Mubarac Sobrinho, sublinhou a dimensão política da iniciativa: “Este fórum e nosso papel, enquanto cursos e instituições, é debater a democracia e discutir qual tipo de país queremos”.

    Também foram apresentadas a segunda edição do Curso Nacional de Fortalecimento dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e a abertura da seleção de mentores do Projeto de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva, que selecionará até 17 pesquisadores para acompanhar até 57 programas. À tarde, os coordenadores se dividiram em grupos de trabalho — acadêmicos e profissionais — para discutir práticas bem-sucedidas, barreiras e ações colaborativas prioritárias.

    Informes da CAPES e os 30 anos do Fórum

    No segundo dia, a coordenadora da área de Saúde Coletiva na CAPES, Aylene Bousquat, a coordenadora adjunta de programas acadêmicos, Suely Deslandes, e o coordenador adjunto de programas profissionais, Alberto Novaes Ramos Jr., trouxeram informes sobre o cadastro da produção acadêmica, o registro de Produtos Técnico-Tecnológicos (PTTs) e o Seminário de Meio Termo da CAPES 2025-2028, previsto para 21 e 22 de outubro de 2027, em Brasília (DF). Na sequência, foi apresentado documento orientador para a elaboração de propostas de cursos novos (APCN).

    A tarde foi marcada pela mesa-redonda comemorativa dos 30 anos do FCPSC, com os ex-coordenadores Aylene Bousquat, Ricardo Mattos e Antônio Rodrigues Ferreira Jr., que recuperaram marcos como a constituição do Fórum em 1996, a proposta alternativa ao modelo de avaliação da CAPES em 2017 e as articulações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

    Ao final, o grupo elegeu a nova coordenação colegiada, ampliada de quatro para cinco integrantes para contemplar todas as regiões do país: foram eleitos Mathias Roberto Loch (UEL), representando a região Sul — onde se situa o PPGSC/UFSC —, e Priscila Marcheti Fiorin (UFMS), pelo Centro-Oeste. O próximo Encontro Nacional acontecerá nos dias 13 e 14 de maio de 2027, em Natal (RN).


  • Egresso do PPGSC toma posse como professor efetivo da Universidade Federal do Paraná

    Publicado em 09/09/2026 às 20:55 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:29)

    João Batista de Oliveira Junior, mestre (2019) e doutor (2024) em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, tomou posse como professor efetivo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no dia 8 de outubro de 2025, passando a integrar o corpo docente do curso de Bacharelado em Saúde Coletiva do Setor Litoral, em Matinhos. A nomeação representa a continuidade de uma trajetória construída no PPGSC/UFSC e reafirma a contribuição do Programa para a formação de docentes e pesquisadores comprometidos com a produção de conhecimento, a defesa da universidade pública e a qualificação da Saúde Coletiva brasileira.

    Um sanitarista formando sanitaristas

    A chegada de João Batista ao Setor Litoral da UFPR tem um significado particular para o campo: trata-se de um dos cursos pioneiros de graduação em Saúde Coletiva no país, com projeto pedagógico que remonta a 2008,  período de expansão dos bacharelados na área,  e organizado em torno de uma proposta formativa que articula ensino, comunidade e território no litoral paranaense.

    Formar novos sanitaristas em uma universidade pública federal ganha ainda mais densidade no momento em que a profissão acaba de ser regulamentada no Brasil. Não por acaso, o egresso é um dos autores do editorial “A regulamentação da profissão de sanitarista como estratégia de qualificação da gestão do SUS”, publicado neste ano na revista Saúde em Redes e assinado também por outras duas egressas do PPGSC/UFSC — tema já noticiado por este Programa.

    Do corpo medicalizado ao corpo reconhecido

    A trajetória de João Batista no PPGSC/UFSC foi construída ao longo de sete anos, sempre com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e tem nas práticas corporais e esportivas um fio condutor consistente.

    No mestrado (2017–2019), sob orientação da professora Márcia Grisotti, defendeu a dissertação “Práticas corporais e o processo de medicalização social na atenção primária à saúde”, na qual examinou como as práticas corporais são incorporadas — e por vezes capturadas — pelas lógicas de medicalização que atravessam o cuidado na atenção primária.

    No doutorado (2019–2024), orientado pelo professor Rodrigo Otávio Moretti-Pires, deslocou o olhar do corpo medicalizado para o corpo reconhecido. A tese “Transexualidade e práticas esportivas: a promoção da saúde como forma de reconhecimento” (2024) mobiliza a teoria do reconhecimento para analisar a participação de pessoas trans no esporte, tratando a promoção da saúde não apenas como estímulo a comportamentos saudáveis, mas como processo de afirmação de sujeitos historicamente submetidos ao desrespeito e à invisibilidade institucional.

    Ao articular minorias sexuais e de gênero, esporte e promoção da saúde, a pesquisa se soma ao conjunto de investigações do PPGSC/UFSC voltadas à equidade e ao enfrentamento das iniquidades que atingem populações vulnerabilizadas no SUS.

    “A realização de um sonho”

    Em mensagem enviada ao Programa, o egresso compartilhou a conquista:

    “Ingressar como professor efetivo no curso de Bacharelado em Saúde Coletiva da UFPR representa a realização de um sonho e um projeto construído ao longo de muitos anos de formação. O PPGSC/UFSC foi um espaço fundamental para minha trajetória, fortalecendo meu compromisso com a pesquisa, a docência e a defesa do SUS. Hoje, tenho a alegria de contribuir para a formação de novos sanitaristas em uma universidade pública federal, dando continuidade aos valores e aprendizados que construí durante a minha formação.”

    A posse de João Batista de Oliveira Junior na UFPR é também um retrato do que uma pós-graduação pública é capaz de produzir: a formação construída em Florianópolis chega agora às salas de aula de Matinhos, no litoral do Paraná, na formação de novas gerações de sanitaristas. O PPGSC/UFSC parabeniza o egresso pela conquista e celebra mais um passo na consolidação da Saúde Coletiva como campo de ensino, pesquisa e atuação profissional no Brasil.




  • Discentes e egresso do PPGSC/UFSC participam do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, na FURB, Blumenau

    Publicado em 02/09/2026 às 16:02 (Atualizado em 16/10/2026 às 14:30)

    Discentes e um egresso do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC) participaram do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (PPGSC/FURB), realizado entre os dias 26 e 28 de agosto de 2026.

    No dia 28 de agosto, os pesquisadores apresentaram trabalhos desenvolvidos em suas pesquisas, contribuindo para o debate proposto pelo evento sobre os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva.


    Apresentações e Trabalhos

    Juliberta Alves de Macêdo, orientanda da Profa. Dra. Josimari Telino de Lacerda, apresentou o trabalho “Teledermatologia na organização do acesso à atenção especializada: encaminhamentos e manejo na Atenção Primária à Saúde”, discutindo o uso da telessaúde como estratégia de qualificação do acesso e da regulação assistencial no Sistema Único de Saúde.

    Gabriela Fabris, orientanda da Profa. Dra. Felipa Rafaela Amadigi, apresentou o estudo “Desenho da Política de Aborto Legal no Sistema Único de Saúde: uma análise a partir da abordagem de Policy Design”, analisando a formulação e a implementação dessa política pública a partir de referenciais teóricos da análise de políticas.

    Eduardo Costa, orientando da Profa. Dra. Sheila Rubia Lindner, apresentou a pesquisa “Políticas públicas de proteção ao idoso na região Sul do Brasil: analisando o enfrentamento à violência financeira”, discutindo os arranjos institucionais voltados à proteção da população idosa diante de uma forma de violência ainda pouco visibilizada.

    Thamara Garcia Del Mir, orientanda das Profas. Dras. Sheila Rubia Lindner e Elza Berger Salema Coelho, apresentou o trabalho “Desigualdades de gênero, iniquidades e determinantes sociais: análise das tentativas de suicídio notificadas em Santa Catarina entre 2015 e 2022”, evidenciando como marcadores sociais de gênero e desigualdade se relacionam à ocorrência desses eventos no estado.

    Já o egresso João Batista de Oliveira Junior, doutor pelo PPGSC/UFSC desde 2024 e orientando do Prof. Dr. Rodrigo Otávio Moretti-Pires, apresentou o trabalho “Formação crítica para a diversidade e equidade: uma experiência docente nas Interações Culturais e Humanísticas”, refletindo sobre práticas pedagógicas voltadas à formação crítica e à equidade no ensino superior.

    A participação no congresso reafirma o compromisso do PPGSC/UFSC com a produção de conhecimento crítico e comprometido com a transformação das realidades de saúde, fortalecendo o diálogo entre programas de pós-graduação e a construção coletiva do campo da Saúde Coletiva.


    Participantes do congresso do PPGSC/UFSC

    João Batista de Oliveira Junior, Eduardo Costa, Thamara Garcia Del Mir, Juliberta Alves de Macêdo e Gabriela Fabris (da esquerda para direita)

    Doutorando Eduardo Costa

    Doutorando Eduardo Costa

    Doutoranda Gabriela Fabris

    Doutoranda Gabriela Fabris

    Doutoranda Thamara Garcia Del Mir

    Doutoranda Thamara Garcia Del Mir

    Doutoranda Juliberta Alves de Macêdo

    Doutoranda Juliberta Alves de Macêdo

    Egresso João Batista de Oliveira Junior

    Egresso João Batista de Oliveira Junior


  • Profa. Marta Verdi participa do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, na FURB, Blumenau

    Publicado em 28/08/2026 às 16:00 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:07)

    A Profa. Marta Verdi, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSC/UFSC), participou do I Congresso Saúde Coletiva em Perspectiva, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (PPGSC/FURB).

    A professora integrou a Mesa de Abertura “Saúde Coletiva: justiça social, sistemas de saúde e bem viver”, ao lado da pesquisadora Lígia Giovanella, da Fiocruz. O encontro promoveu reflexões sobre os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva, reafirmando sua dimensão política e seu compromisso histórico com a democracia, a justiça social e a defesa de sistemas universais de saúde.

    Em sua intervenção, Marta Verdi abordou o tema a partir da perspectiva da Bioética crítico-social, articulando três referenciais ético-políticos: Giovanni Berlinguer e a bioética cotidiana para pensar as desigualdades em saúde como problema ético; Aníbal Quijano, com a compreensão da colonialidade como estrutura histórica das desigualdades; e Alberto Acosta, a partir do Bem Viver como crítica ao horizonte desenvolvimentista e possibilidade de construção de outros modos de existência.

    No debate, destacou que falar de Saúde Coletiva significa discutir as próprias condições concretas de existência e os modos pelos quais as sociedades distribuem as possibilidades de viver, adoecer e morrer. Nessa perspectiva, saúde envolve democracia, trabalho, renda, moradia, alimentação, gênero, raça, território, ambiente, participação política, reconhecimento e dignidade.

    A professora também ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) como expressão de um projeto ético-político forjado no processo de redemocratização brasileira. Mais do que princípios organizativos, universalidade, integralidade e equidade foram apresentados como princípios éticos de sustentação da vida coletiva, reafirmando o direito à saúde e a responsabilidade pública com a proteção da vida.

    Outro eixo central da apresentação foi a relação entre justiça social e justiça ambiental, chamando atenção para a distribuição desigual dos impactos das mudanças climáticas e dos modelos de desenvolvimento extrativistas sobre populações e territórios. Nesse contexto, o Bem Viver foi surge como uma provocação ética e política questionando a lógica do crescimento econômico ilimitado e propõe relações orientadas pela reciprocidade, solidariedade, suficiência, comunidade, respeito à diversidade e integração entre seres humanos e natureza.

    Ao final, Marta Verdi reforçou o compromisso da Saúde Coletiva e da Bioética com a transformação social e com a construção de futuros nos quais nenhuma vida seja considerada descartável e nenhum território seja considerado sacrificável. A reflexão foi sintetizada em uma questão que envolve o presente e as gerações futuras: “Que relações precisamos transformar, aqui e agora, para que ainda existam mundos possíveis para serem vividos?”


  • Professor do PPGSC/UFSC participa do Simpósio de 60 anos da Revista de Saúde Pública

    Publicado em 27/08/2026 às 21:34 (Atualizado em 09/09/2026 às 11:06)

    No próximo dia 28 de agosto de 2026, a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) realizará o Simpósio Comemorativo dos 60 Anos da Revista de Saúde Pública: Legado e Inovação Editorial, reunindo pesquisadores, editores e especialistas para celebrar a trajetória de um dos principais periódicos científicos da área no Brasil e discutir desafios atuais e futuros da saúde pública e da comunicação científica.

    O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC (PPGSC/UFSC) estará representado no evento pelo Prof. Dr. João Luiz Bastos, docente do Programa e editor-chefe da Revista de Saúde Pública (RSP). Além de integrar a equipe editorial responsável pela revista neste momento de celebração de seus 60 anos, o professor participará do simpósio como mediador da mesa-redonda “A RSP no cenário epidemiológico de grandes temas de saúde pública no Brasil”.

    A mesa será realizada às 13h30 e contará com a participação das professoras Marcia Couto (FMUSP), Maria Anice Sallum (FSP-USP) e Tatiana Toporcov (FSP-USP). A discussão abordará a contribuição da RSP para a produção e a divulgação de conhecimento sobre grandes questões epidemiológicas e de saúde pública no país, recuperando sua trajetória e debatendo desafios para os próximos anos.

    60 anos de contribuição à Saúde Pública

    Fundada em 1967, a Revista de Saúde Pública consolidou-se como um dos principais periódicos científicos da área no Brasil e na América Latina. O simpósio celebra seis décadas de contribuição à produção e à disseminação do conhecimento científico e, ao mesmo tempo, propõe um olhar para as transformações em curso na ciência e na publicação acadêmica.

    A programação terá início às 9h, com abertura solene, seguida da palestra “A pesquisa científica, desafios, polêmicas e artigos na RSP”, ministrada pelo Prof. Dr. Carlos Augusto Monteiro (FSP-USP).

    Às 10h10, Rita Barradas Barata (FCMSCSP), Abel Packer (SciELO) e Francisco Paletta (ABCD-USP) participarão da mesa-redonda “Perspectivas para a divulgação científica no Brasil”, com mediação de Leopoldo Antunes (FSP-USP).

    Após a mesa mediada pelo Prof. João Luiz Bastos, a programação da tarde prossegue, às 15h30, com o debate “Inteligência artificial e o futuro da ciência em saúde”, reunindo Giovanni Cerri (FMUSP), Keisyanne Moura (FSP-USP) e Ana Estela Haddad (FOUSP), com mediação de Alexandre Chiavegatto Filho (FSP-USP).

    O evento será encerrado às 17h e haverá emissão de certificado aos participantes.

    Serviço

    Simpósio Comemorativo dos 60 Anos da Revista de Saúde Pública: Legado e Inovação Editorial

    📅 Data: 28 de agosto de 2026
    🕘 Horário: 9h às 17h
    📍 Local: Auditório Paula Souza (térreo), Faculdade de Saúde Pública da USP
    📝 Inscrições: https://forms.gle/2uJSc6fE3vx4TeWw9