Egressa do PPGSC toma posse como professora de Fonoaudiologia na Universidade Federal de Lavras
Eliana Funk, mestre (2020) e doutora (2025) em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC, tomou posse como professora do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. Vinculada à Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da instituição, ela ministrará disciplinas na área de Saúde Coletiva e atua também como vice-coordenadora pro tempore do curso de graduação.
A chegada de Eliana à UFLA acompanha um movimento de expansão da universidade mineira, que passou a ofertar a graduação em Fonoaudiologia entre seus novos cursos na área da saúde. A presença de uma docente formada integralmente em Saúde Coletiva na composição do corpo docente reforça a perspectiva de uma formação fonoaudiológica atenta ao Sistema Único de Saúde (SUS), à determinação social do processo saúde-doença e à atuação no cuidado em rede.
Da terapia intensiva ao pensamento crítico em Saúde Coletiva
Graduada em Fonoaudiologia (2014), com especializações em Saúde Coletiva (2015) e em Saúde do Idoso (2016), Eliana Funk atuou por sete anos em Unidade de Terapia Intensiva Adulto, com ênfase na avaliação e no manejo dos distúrbios da deglutição e na reabilitação fonoaudiológica de pacientes em contextos de alta complexidade. Em 2022, foi professora substituta de Saúde Coletiva no Departamento de Fonoaudiologia da UFSC.
A trajetória na pós-graduação começou em 2018, com o mestrado, e teve continuidade no doutorado, concluído em 2025 — ambos sob orientação da professora Eleonora d’Orsi, do Departamento de Saúde Pública da UFSC. É também pesquisadora do Estudo de Coorte EpiFloripa Idoso e do Projeto Caminhos do Trabalho Brasil.
Apoio social e declínio cognitivo: uma agenda de pesquisa sobre envelhecimento
As duas pesquisas desenvolvidas por Eliana no PPGSC se debruçaram sobre uma questão central para o envelhecimento populacional brasileiro: de que modo o apoio social se relaciona com o declínio cognitivo em pessoas idosas.
Na dissertação de mestrado, “Apoio social e declínio cognitivo em idosos mediado por sintomas depressivos: Estudo EpiFloripa” (2020), investigou o papel mediador dos sintomas depressivos nessa relação. Na tese de doutorado, “Apoio social e declínio cognitivo em idosos pré e pós pandemia Covid-19: estudo longitudinal EpiFloripa Idoso” (2025), ampliou a análise para o período da pandemia de Covid-19, marcado pelo distanciamento físico e pela ruptura de vínculos e rotinas de convivência — um cenário que colocou o apoio social no centro do debate sobre saúde mental e cognitiva da população idosa.
Os dois estudos se apoiam no EpiFloripa Idoso, coorte de base populacional conduzida na UFSC que acompanha ao longo dos anos as condições de vida e saúde de pessoas idosas residentes em Florianópolis, e que se consolidou como uma das principais fontes brasileiras de evidências longitudinais sobre envelhecimento.
“Mais do que me formar mestre e doutora”
Em mensagem enviada ao Programa, a egressa compartilhou a conquista e agradeceu à formação recebida:
“Gostaria de aproveitar este momento para expressar minha profunda gratidão ao Programa e a todos os seus professores e professoras, que foram fundamentais para que esse momento fosse possível. Agradeço por cada aula, cada discussão, cada questionamento e cada oportunidade de aprendizado. Mais do que me formar mestre e doutora, o Programa contribuiu para a minha formação como cientista e, sobretudo, para o desenvolvimento do meu pensamento crítico.Tenho por todos vocês muito carinho, respeito e admiração, e guardarei com muito afeto tudo o que vivi e aprendi durante minha trajetória no Programa.”
Histórias como a de Eliana Funk dizem muito sobre o alcance de um programa de pós-graduação em uma universidade pública: a formação construída em Florianópolis chega agora às salas de aula de Lavras, na formação de novas gerações de fonoaudiólogas e fonoaudiólogos comprometidos com o SUS. O PPGSC/UFSC parabeniza a egressa pela conquista e celebra mais um passo na consolidação da Saúde Coletiva como campo de ensino, pesquisa e atuação profissional no Brasil.







